O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em sua primeira manifestação no julgamento que pode torná-lo investigado, citou a importância do julgamento ser realizado no dia 23, junto com a análise da conduta do ministro André Mendonça.
Segundo Moraes, as bases fáticas e probatórias são comuns. “Não há como julgar hoje sem julgar terça. Por que, eu pergunto, quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou. Mendonça afirmou que não é questão de medo, ao que Moraes afirmou que não se dirigia a ele.
Moraes e Mendonça subiram o tom. “Eu tenho testemunhas que o ministro André em reunião disse (...)”, e não concluiu, interrompido por Mendonça afirmando que é “mentira”.
Moraes apontou que Mendonça está “a serviço de um grupo político que quer dar um golpe no país”, afirmou. O ministro afirmou que uma investigação fraudulenta foi feita sobre ele. “Tudo o que foi feito, essa investigação fraudulenta sobre mim, começou lá atrás”, disse Moraes. Mendonça, de seu lado, disse que existe “uma PF paralela monitorando ministros do Supremo”. Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão do STF Adriano Machado/Reuters
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