O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro tentou se desvincular de seus aliados políticos que estão sendo alvos da Justiça. Entre eles estão o ex-governador Cláudio Castro (PL), investigado em casos como Master e Refit; e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (PL), preso suspeito de ter elos com a facção Comando Vermelho. Leia mais
Em entrevista ao RJ1, da TV Globo, dada nesta terça-feira, Ruas defendeu o aperfeiçoamento da legislação penal para impor um agravante a detentores de mandato político que praticarem ilícitos. Questionado se isso valeria para o presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto — condenado por corrupção e lavagem de dinheiro — o candidato respondeu que “todos aqueles que praticaram ilícito, sim, deve ter agravante, com certeza absoluta".
O candidato do PL pregou ainda o "banimento" da política para aqueles que foram punidos por práticas ilícitas, independentemente de partido. Ruas, que foi secretário de Cidades de Cláudio Castro, também buscou se afastar do grupo político do ex-governador. "Cada um tem o seu CPF", disse.
Douglas Ruas também fez críticas à política de segurança pública de seus antecessores, buscando se eximir de sua participação no último governo. Segundo o candidato, o executivo fluminense focou apenas em "administrar o domínio territorial", trando os sintomas, mas sem atacar a origem do problema.
O ex-secretário afirmou ainda que o erro em grandes operações policiais, como a do Alemão — que terminou como a mais letal da história do Rio de Janeiro — foi a saída do Estado no dia seguinte. Ele enfatizou a necessidade de permanência não só das forças de segurança, mas de outros serviços públicos.
Douglas Ruas prometeu ainda promover cortes de gastos, eliminando "privilégios" como camarotes do governo do Estado na Sapucaí e investimentos em cultura, como megashows de artistas, citando como exemplo a apresentação da cantora Madonna.
Valor