Grass promete revisar renúncia fiscal de empresas no DF e aumentar arrecadação sem elevar impostos

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Fonte da notícia: Valor Valor

O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, prometeu reavaliar as renúncias fiscais a "grandes empresas", em sabatina realizada nesta terça-feira pelos jornais Valor e O Globo e pela rádio CBN. "Não quero acabar, quero revisá-las", declarou. O objetivo é fazer "um reequilíbrio no orçamento", afirmou. Segundo ele, será primeiro feita uma revisão para "ver se cada uma das renúncias está de acordo com a lei" e se o valor delas estão "de acordo com o benefício que gera para a população". "Hoje, o DF deixa de arrecadar R$ 13 bilhões de grandes empresas que nem sempre geram tantos empregos", questionou o petista. "Renúncia fiscal é um instrumento que tem de funcionar para gerar mais empregos e estimular setores da economia que hoje estão enfraquecidos", argumentou. Sem dar nomes, ele citou uma empresa "da área de saúde" que, sozinha, tem uma renúncia de cerca de R$ 900 milhões. Ele prometeu que vai aumentar arrecadação do governo de Distrito Federal sem aumentar impostos. "Haverá corte de cargos comissionados em administrações regionais que não atendem à população", exemplificou o candidato, citando as regiões de Ponte Alta e 26 de Setembro, acusando a governadora Celina Leão (PP) de "enfiar um monte de cabo eleitoral para fazer campanha dela". "Essas pessoas não trabalham para a população. Então, vamos fazer uma boa revisão", afirmou.

"Em paralelo, vamos buscar investimentos", disse, sem detalhar o plano. "Hoje, a gente tem um peso de custeio e da folha muito grandes. Ainda há uma margem antes do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, eu vou abrir investimento trazendo dinheiro que não está sendo aproveitado, [como] recurso federal. Digo de novo: tem quase R$ 3 bilhões do PAC [Programa de Aceleração ao Crescimento] que não foram implementados."

Ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele citou a parceira com o governo federal em diversos momentos como fonte de financiamento e possíveis melhorias para o Distrito Federal. O petista pontuou, no entanto, que, se eleito, pretende seguir com a parceria "com quem quer que seja" na Presidência, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Brenno Carvalho / Agência O Globo

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