O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a indisponibilidade de uma mansão em Angra dos Reis (RJ) que é alvo de disputa judicial entre o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o jogador de futebol Richarlison. A informação foi publicada nesta terça-feira (3) pelo Jornal de Brasília.
O texto da decisão não foi divulgado. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, fica na Ilha Comprida e integra o patrimônio da WT Administração de Imóveis e Bens, empresa ligada a Tomaz.
Com a indisponibilidade, o bem não pode ser vendido nem transferido enquanto a medida estiver em vigor. A disputa envolve também a Sport 70, empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Rocha Velasco, e a WT Administração.
O caso ganhou repercussão em setembro de 2022, após reportagem do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles. Na época, Richarlison disse ter investido recursos próprios no imóvel e afirmou ter recusado uma oferta de compra feita por Flávio Bolsonaro.
O jogador declarou ainda que recebeu várias propostas pela mansão, mas decidiu mantê-la. Posteriormente, uma decisão judicial retirou dele a posse do imóvel, e a transferência passou a ser questionada.
Flávio Bolsonaro foi citado no processo como testemunha, e não como parte. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) comemorou a decisão nas redes sociais e a chamou de “grande vitória”.
Ele afirmou ter pedido a atuação de Moraes, em requerimento feito em conjunto com o deputado Pedro Uczai (PT-SC), para bloquear o bem e suspender a transferência dos direitos de ocupação. Correia sustentou que o imóvel foi obtido de forma ilegal e falou em lavagem de dinheiro.
Também disse que pretende pedir o bloqueio de outras cinco ilhas ligadas a Tomaz e defendeu que as áreas sejam devolvidas ao patrimônio público. O parlamentar agradeceu a Richarlison por ter levado o caso a público.
A matéria não traz manifestação de Willer Tomaz, de Flávio Bolsonaro, da WT Administração ou da defesa de Richarlison sobre a decisão. As afirmações de Correia sobre ilegalidade e lavagem de dinheiro são do parlamentar e não constam de decisão judicial divulgada.
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