ir nc Apesar da conclusão da manutenção do sistema Guandu e da retomada parcial de sua capacidade programado para a última quarta-feira (4), diversos moradores de várias regiões do Rio de Janeiro ainda enfrentam problemas com a falta de água.
A situação tem gerado impactos diretos no comércio, em serviços e na rotina de quem depende do abastecimento diário. Relatos chegam de bairros da Zona Norte, como Rocha Miranda, Irajá, Colégio e imediações de Madureira.
Ruas como a 7 de Setembro, na região central, e vias na Lapa, como a Rua da Conceição, o Largo de São Francisco e a Rua Ramalho Ortigão, também registram o problema, com estabelecimentos comerciais afetados. Impacto no comércio e serviços
A falta de água tem paralisado ou restringido o funcionamento de academias, restaurantes e bares. João Júnior, morador do centro na Rua de Santana e proprietário de um bar na Praça da República, relata prejuízos estimados em cerca de R$ 7 mil após ficar dias com o estabelecimento comprometido.
"Já faz praticamente três dias que estamos sem água, e o bar está sem poder funcionar. Nós recebemos cerca de 20 a 30 turistas todos os dias e muitos clientes por mês.
Isso impacta toda aquela região, porque impede de manter a calçada com movimento. O prejuízo gira em torno de R$ 7 mil, sendo que o faturamento de um dia do bar fica em torno de R$ 3 mil", explica o comerciante, que tem recorrido ao uso de água mineral nos banheiros e reduzido o horário de atendimento do estabelecimento.
Na mesma região, estabelecimentos como lanchonetes também sofrem com o desabastecimento. A gerente Fabiana Medeiros tem precisado comprar galões de 20 litros de água para a produção de sucos e para o consumo de funcionários, além de contar com a solidariedade de vizinhos em prédios comerciais que possuem cisterna para lavar utensílios e manter o mínimo de operação.
"A gente está comprando água para beber, e os vizinhos estão cedendo água para a gente lavar as coisas que precisa. Os sucos a gente está comprando galões para fazer, o que foge do orçamento", aponta.
Moradores relatam racionamento severo Em residências, o cenário não é diferente.
Letícia Navarro, moradora de Irajá, relata que sua residência está sem o recurso hídrico desde o feriado de segunda-feira (2). Na casa, onde moram cinco pessoas, o racionamento é rigoroso.
"Estamos sem água desde segunda-feira. Na nossa casa somos cinco pessoas, a caixa d'água está baixando, o calor está absurdo no Rio, então a gente está racionando tudo: é um banho só por dia, evitando dar descarga, e com medo de ter que em algum momento comprar um caminhão-pipa porque fomos pegos desprevenidos.
A situação é revoltante", desabafa.
CBN