Minoritários do grupo Toky estão atrás do apoio de outros acionistas para ampliar o Conselho de Administração da companhia e eleger um representante independente na assembleia-geral extraordinária marcada para esta sexta-feira. O movimento busca reforçar a fiscalização da gestão e apurar operações societárias que supostamente prejudicaram os acionistas minoritários.
Os autores recomendam que os acionistas rejeitem a proposta da administração de eleger seis conselheiros e aprovem um Conselho com sete integrantes.Também defendem concentrar os votos em Caroline Cobuci Melila, na candidata indicada pelos minoritários. O grupo de 34 pessoas, que detém 6,11% do capital social, pede que os demais acionistas com direito a voto concedam procurações para que seus representantes possam votar na assembleia.
O documento, no entanto, não obriga o acionista a concordar com todas as recomendações e permite votar a favor, contra ou se abster em cada matéria. O principal argumento é que um Conselho com sete integrantes aumenta a possibilidade de os minoritários conseguirem eleger um representante.
Em outras palavras, com seis vagas, seria necessário reunir aproximadamente 14,29% dos votos para garantir uma cadeira; já com sete, o percentual cai para 12,5%. Os minoritários sustentam que um bloco de acionistas com aproximadamente 43% do capital da Toky vota de maneira coordenada e, na prática, consegue determinar sozinho a composição do Conselho.
O Globo