Ministros do STF oscilam entre pessimismo e cautela quanto a risco de impeachment em 2027

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Fonte da notícia: Valor Valor

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consultados pelo Valor estão divididos sobre se a nova composição do Senado, eleita no primeiro turno, se traduzirá imediatamente em processos de impeachment de magistrados. Há desde pessimismo até avaliações de que ainda é cedo para dizer que integrantes do Tribunal perderiam seus postos diante de um Senado considerado mais hostil à Corte. Com recorde de eleitos em 1º turno, direita avança nos Estados Defesa de Jair Bolsonaro pede que Alexandre de Moraes autorize visita de Flávio

O PL terá 28 senadores no ano que vem. Na eleição de domingo, foram eleitos 19, que se somaram aos 9 que já integram a Casa Legislativa. Há ainda parlamentares de outros partidos que também apoiam o impeachment. Levantamento feito pelo O Globo aponta que haverá no ano que vem ao menos 49 dos 54 necessários.

Um ministro considera o andamento de pedidos de impeachment em 2027 como uma certeza se o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) for eleito. “Claro que passa. Com Flávio no poder há uns 60 votos, no mínimo”, afirmou.

Os mais pessimistas apontam pelo menos três integrantes da Corte que podem entrar na mira do Senado já no ano que vem: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Flávio Dino. Ministros e interlocutores consultados fazem até estimativas. Uma delas, considerando prazos para defesa, é de que poderá haver impeachment até meados de junho.

A maior parte dos ministros, no entanto, afirma que é preciso cautela. Eles consideram, por exemplo, que se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for eleito, iniciativas contra o Supremo sejam refreadas.

Há ainda a aposta de que alguns integrantes do PL seriam menos radicais e poderiam se colocar contra os pedidos de impeachment.

Por fim, um dos ministros consultados diz não considerar tão óbvia assim a possibilidade de propostas terem andamento no Senado. Ele diz que há interesse de parte do centrão em manter no Supremo ministros com quem há maior interlocução.

Senado à direita A onda bolsonarista que deu o tom da campanha eleitoral impulsionou a vitória de candidatos da oposição, levando à formação de um Senado majoritariamente de direita, assim como ao encolhimento do centrão.

O resultado impacta a relação entre os Poderes, em especial, o Supremo, que vive uma crise causada pelo caso Master. O escândalo abalou a credibilidade da Corte e foi tema de campanhas ao Senado.

Com 28 senadores, o PL terá a maior bancada a partir do ano que vem, três vezes maior que PT, que ficou com nove, e MDB, que tem oito senadores. O encolhimento do centrão ficou evidente no tamanho de PP e Republicanos, reduzidos a seis representantes, cada um, e PSD e União, com cinco parlamentares cada um.

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