Trechos da propaganda de Flávio Bolsonaro e Lula, exibidos no horário eleitoral Fotos: Reprodução/TV Globo As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram o horário eleitoral desta sexta-feira (16) para explorar assuntos que foram destaque na agenda do Congresso esta semana. Flávio enfatizou propostas voltadas a mulheres e, para área da segurança, defendeu a redução da maioridade penal. Na peça de Lula, a ênfase foi a aprovação do fim da escala 6x1, associada a críticas ao adversário, apresentado como uma "ameaça" ao novo direito do trabalhador.
O candidato do PL exibiu um programa dedicado às mulheres, dizendo que as "donas de casa e as mulheres batalhadoras" o guiaram em sua campanha. O programa exibiu, no início e no final da propaganda, relatos de eleitoras reclamando do preço dos alimentos e da falta de segurança nas ruas. A um grupo de mulheres, Flávio pergunta se elas eram favoráveis à aplicação da lei penal para adolescentes que cometem crimes graves. "Tudo isso acontece porque a lei é frouxa. Hoje nós temos um Congresso alinhado com a gente. (...) Se depender do atual presidente da República vai continuar assim pra pior." Como Lula se saiu na sabatina da TV Globo? Colunistas do Valor analisam Sou a favor da redução da maioridade penal para crime hediondo, diz Lula Flávio chama de 'promessa mirabolante' proposta de Lula para tarifa zero de ônibus A maioridade penal, atualmente de 18 anos, voltou ao debate nesta semana, enquanto o Senado negociava a votação da PEC da Segurança Pública. A oposição ao governo Lula defendia incluir a redução para 14 anos em casos de crimes hediondos. A iniciativa dividiu a base aliada de Lula, parte contrária a qualquer redução e parte disposta a concordar com a redução para 16 anos em caso de crimes graves. Sem consenso, a votação da PEC foi adiada.
Em outro trecho da propaganda, Flávio promete a uma eleitora dar continuidade ao programa Bolsa Família. "Não vai acabar. Isso é mentira do lado de lá", diz.
O programa do candidato também citou propostas como a criação do "Brasil por elas", programa de combate à violência e formação profissional, e a formação de uma rede de apoio para mães atípicas. A peça também voltou a dar espaço à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, em que ela diz que o marido é o "Bolsonaro moderado".
Exibido na sequência, o programa de Lula explorou o fato de a campanha adversária fazer elogios à política econômica do presidente da Argentina, Javier Milei. A peça repetiu três vezes a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, coordenadora do programa econômico de Flávio, dizendo "Milei é um ótimo exemplo". A fala era entrecortada por manchetes de notícias negativas sobre a economia do país vizinho. A apresentadora compara o "tesouraço" prometido pelo adversário do petista à "motosserra de Milei". "O que já deu muito errado lá é o risco que corremos aqui. Quando o Flávio Bolsonaro fala em cortes, a despesa que ele quer cortar é você."
A imagem de Lula aparece quando a propaganda destaca a aprovação da PEC 6x1, votada na quarta-feira (14) pelo Senado. "Meu adversário, que defende pagamento por hora, com perda de direitos e redução de salário, tentou impedir a votação. Agora, por oportunismo votou à favor. Mas não se engane. Assim com ele quer cortar seus direitos, ele é uma ameaça a essa conquista também", afirma o candidato à reeleição.
Lula também destaca na propaganda o aumento do teto de faturamento da MEI e a proibição das bets. A peça também mencionou a proposta de implantar tarifa zero para o transporte público nos fins de semana. A promessa foi anunciada ontem por Lula, mas depende do envio e aprovação de uma PEC pelo Congresso.
A peça petista voltou a exibir o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). "O Brasil não precisa de radicalismos. Pessoas de esquerda e de direita perceberam que o Brasil precisa de união contra o risco maior, a volta do bolsonarismo", diz o candidato a vice. e mostrou imagens de artistas que declaram voto em Lula, e um vídeo da cantora Ivete Sangalo.
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