Neste domingo, o último dia 13 antes das eleições, o PT organizou uma "mobilização nacional" em diversas cidades do país, com comícios e desfiles nas ruas em apoio à candidatura de Lula e com a presença de diferente candidatos do partido. No Rio, o evento aconteceu na Praia de Copacabana, com sob a liderança de Benedita da Silva. Em São Paulo, os principais nomes eram Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Em Copacabana, além de quadros do PT, como os deputados federais Lindbergh Farias e Reimont, candidatos à reeleição, houve a presença de muitos nomes do PSOL, que não integra a chapa majoritária no Rio. O partido de Lula apoia Pedro Paulo (PSD) como segundo nome ao Senado, e Eduardo Paes (PSD) ao governo estadual. Eles não participaram do evento. Por outro lado, os candidatos ao Senado e governo, respectivamente, Mônica Benício (PSOL) e William Siri (PSOL) estiveram em Copacabana. Nesse contexto, Benedita defendeu a unidade dos partidos de esquerda, dos movimentos sociais e da militância em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para ampliação das bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Depois de falas sobre segurança pública e de proteção às mulheres, Benedita focou no discurso da "soberania nacional", forte agenda da campanha de Lula. A candidata criticou a tentativa de subordinação do país a interesses estrangeiros, em uma referência ao alinhamento entre o bolsonarismo e Donald Trump, e afirmou que o Brasil tem capacidade tecnológica e mão de obra qualificada para desenvolver suas próprias riquezas. — O Brasil não será colônia de ninguém. Não somos quintais dos Estados Unidos. O brasileiro tem competência — disse Benedita, que também mencionou as terras raras. Se no Rio e em São Paulo, a chuva diminiu a presença do público, nas capitais do Nordeste os atos do PT foram mais cheios. Somente em Pernambuco a mobilização aconteceu em dezenas de municípios.
Caso Master em São Paulo Já em São Paulo, na avenida Paulista, houve maior nacionalização nos discursos, com presença de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, e de Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente candidato à reeleição, engrossou o coro. O tema principal foi o caso Master, com menções a Roberto Campos Neto, que dirigia o Banco Central quando Vorcaro conseguiu autorizar o funcionamento do seu banco.
— O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro, o Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e foi no nosso governo que o Banco Master foi fechado por roubalheira corrupção, com o Vorcaro sendo preso. Esse é o fato — disse Alckmin a jornalistas. — Agora cabe ao Judiciário aprofundar as investigações. O ex-ministro da Fazenda e candidato a governador Fernando Haddad, em entrevista sob o MASP na avenida Paulista Diogo Zacarias Haddad engrossou o coro. — Depois de muita briga, até com o presidente da República entrando no debate, nós conseguimos levantar o sigilo de parte das falcatruas do Vorcaro. Mas nós não conseguimos ainda levantar o sigilo de tudo de errado que ele fez contra esse país e das pessoas que ele comprou para ter o benefício que ele teve ao longo do governo Bolsonaro — afirmou Haddad. — Nós temos que lutar por transparência. Quem está lutando contra as trevas, somos nós. Se depender deles, vai tudo para baixo do tapet Aliados ausentes em Belém Em Belém, chamou a atenção a ausência de Helder Barbalho (MDB), que foi um dos principais governadores aliados a Lula na última gestão. Agora candidato ao Senado, ele está fazendo campanha para sua sucessora, Hana Ghassan. Os dois participaram de carreatas na periferia e Região Metropolitana de Belém. O ato do PT na capital aconteceu na Avenida Presidente Vargas.
O Globo