Milhares de pessoas participaram de uma passeata na Venezuela nesta quinta-feira, pedindo o retorno da líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. Esta foi a maior manifestação opositora desde a saída do presidente Nicolás Maduro em janeiro.
Por volta de 2.000 manifestantes se reuniram pacificamente na Praça Venezuela, uma área movimentada em Caracas, carregando cartazes com mensagens como “Eleições já e desta vez não seremos enganados” e “MCM Valente”. No estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, também ocorreram protestos, enquanto ativistas na cidade de Bolívar, no nordeste, relataram o bloqueio de uma via onde pretendiam se concentrar.
“Estou exausta. Queremos uma mudança imediata, este governo chavista que está no poder desde 1999 já durou tempo demais”, disse à AFP a costureira Mayrym Beltrán, de 53 anos, que decidiu participar da manifestação porque não vê seu filho mais velho há oito anos e sua filha há quatro.
Como muitos venezuelanos, eles migraram devido à crise econômica que atinge o país há uma década. O partido de María Corina, Vente Venezuela, solicita a realização de eleições presidenciais para 2027.
“Anunciem a data, nós vamos votar”, dizia outro cartaz. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, garantiu que eleições acontecerão, porém não definiu uma data.
Recentemente, diversos líderes da oposição retornaram do exílio, onde estavam desde as eleições de julho de 2024, nas quais Nicolás Maduro se declarou vencedor, em um pleito contestado pela oposição que acusou fraude. Após essa eleição, houve uma onda de repressão.
María Corina encontra-se exilada no Panamá e prometeu voltar ao país, mas foi impedida de fazê-lo em sete ocasiões, conforme fontes de seu partido.
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