Muitos jogadores têm pressionado a Sony desde que a companhia anunciou seus planos para não trabalhar mais com mídias físicas no PlayStation a partir de 2028. Toda divulgação de games no console agora é soterrada de comentários falando de cópias em disco para os títulos. No entanto, novas estimativas da Alinea Analytics indicam ser pouco provável ver a companhia mudar de ideia.
Os gráficos abaixo mostram os games lançados em 2026 que mais renderam no PlayStation. Cada barra tem um separador mostrando quanto dessa renda foi gerada pelas vendas dos jogos em mídia física. Proporcionalmente falando, Wolverine foi o jogo que as unidades em disco tiveram a maior fatia, chegando em 32,3%, seguido de Resident Evil Requiem, com 30,2%.
Fonte: Alinea Analytics
007 First Light também teve uma proporção considerável, o que começa a desenhar um perfil dos jogadores que ainda preferem ter os games em disco. O gráfico seguinte, de vendas de unidades totais de discos no PlayStation ajuda a reforçar essa imagem: títulos single player com foco em história são os que ainda conseguem vendas no formato.
Fonte: Alinea Analytics
Jogadores japoneses e fãs do PlayStation ainda compram mídia física
Dois jogos que ficaram de fora da lista dos mais vendidos neste ano para o PlayStation tiveram proporções bem relevantes na venda de unidades em disco. São eles:
Pragmata: 44% das vendas foi em mídia física
Onimusha Way of the Sword: 44,1% das vendas foi em mídia física
Esses títulos fizeram sucesso principalmente no Japão, e a Alinea Analytics cita outros que venderam muito no país e também obtiveram grandes proporções de vendas em disco. A conclusão da empresa é que jogadores japoneses ainda preferem bastante o formato, e talvez seja por isso que o PS5 digital em preto chegou exclusivamente por lá. Um incentivo para mais usuários fazerem a migração.
Fonte: Alinea Analytics
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Em proporções mundiais, os números mostram que uma minoria dentro de uma minoria são jogadores que ainda preferem comprar em disco. No entanto, esses são fãs do PlayStation, que investem em seus títulos first party com foco em história. Ainda que não representem grandes números absolutos, ainda têm um impacto na percepção da marca.
Existem estimativas que não vemos
Além dos números globais não serem muito favoráveis para a continuidade da mídia física, a Sony ainda tem estimativas que não são públicas. A empresa espera, por exemplo, que muitos dos compradores de discos migrem para o formato digital por não terem mais escolha. Também há uma expectativa de captar mais vendas de alguns dos jogadores que compravam títulos usados.
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O ganho percentual em vendas da PSN para todo e qualquer jogo certamente entra na conta também. Podemos especular que a produtora espera que esses números sejam suficientes não somente para compensar potenciais vendas perdidas, mas até para lucrar no fim.
É fácil enxergar a lógica comercial por trás da decisão, mas o método “arrancar o band-aid” sem oferecer compensações aos jogadores é algo criticado até pela Alinea, uma empresa de estatísticas que normalmente foca apenas no aspecto comercial do segmento.
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