A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (6), que não houve viés político na distribuição de conteúdos no Instagram durante a campanha eleitoral de 2026 no Brasil.A manifestação foi apresentada em resposta a determinações judiciais da Corte sobre a distribuição de conteúdos políticos.A empresa, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, apresentou um levantamento à Justiça Eleitoral para contestar as alegações de possíveis diferenças na entrega de publicações de candidatos da direita e da esquerda.Na manifestação, a Meta apresenta dados que, segundo ela, “refutam as conclusões equivocadas de relatórios de terceiros, que alegavam viés na distribuição de conteúdo”.Um dos exemplos envolve o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL).Leia tambémFlávio admite não ter prova de fraude, mas diz que nem Lula pode se considerar eleitoSenador também reforçou o interesse em disputar as eleições novamente em 2030Lula teve maior alcance total; Flávio alcançou mais pessoas por publicaçãoSegundo a Meta, Flávio publicou com menos frequência e alcançou mais pessoas por publicação, enquanto Lula publicou com mais frequência e alcançou menos pessoas por postagem, mas, ao final, atingiu um público maior no total.A empresa sustenta que as diferenças refletem as estratégias digitais adotadas pelas campanhas, e não necessariamente um tratamento desigual por parte da plataforma.Meta cita visualizações repetidas nos vídeos de Nikolas FerreiraA Meta também apontou diferenças na contagem de visualizações de vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira.Segundo a empresa, pessoas que assistiram aos Reels de Nikolas no Instagram reassistiram a esses vídeos, em média, com mais frequência do que aquelas que reassistiram a conteúdos de outras figuras públicas, como o presidente Lula, Flávio Bolsonaro e a deputada federal Erika Hilton.Com isso, diz a Meta, o número de visualizações dos vídeos de Nikolas pode ter sido inflado pela repetição de acessos dos mesmos usuários, sem representar necessariamente um público maior.A distribuição de conteúdos de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal já havia sido alvo de determinações do TSE durante a campanha eleitoral.Oposição teve alcance 13% maior que a base governistaEm outra análise, a empresa comparou o alcance de contas ligadas à oposição e à base governista.Entre 16 de agosto e 25 de outubro, o número de pessoas que visualizaram pelo menos um conteúdo da oposição foi equivalente a 1,13 vez o registrado pela base governista, diferença de 13%.A empresa também afirmou que a maior parte do alcance das publicações dos candidatos veio de seus próprios seguidores.O conteúdo chegou a não seguidores principalmente por compartilhamentos de usuários e visitas diretas aos perfis, e não por recomendações automáticas da plataforma.“Diferenças de alcance não são evidências de favorecimento.
Elas refletem uma série de fatores, como a frequência de publicação e as estratégias digitais escolhidas pelas campanhas, o tempo de visualização, as curtidas, os comentários e a concorrência com outros conteúdos”, diz a Meta.Como foi feito o levantamento apresentado ao TSE?Para a análise, as contas do Instagram registradas no TSE foram agrupadas de acordo com a orientação política dos candidatos.De um lado, foram reunidos os perfis diretamente ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à deputada federal Erika Hilton e ao deputado federal André Janones.Do outro, ficaram as contas associadas a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Pablo Marçal.
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