Representantes da Meta, empresa responsável pelo Instagram, WhatsApp e Facebook, informaram nesta quinta-feira (15) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que trabalharam para aperfeiçoar filtros e sustentaram que as campanhas dos dois candidatos à Presidência teriam sido impactadas pela “geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados”.
Eles se reuniram nesta manhã para tratar de dois temas principais: polêmicas envolvendo o possível tratamento desigual com relação aos candidatos à Presidência em ferramentas de inteligência artificial (IA) da Meta e canais de WhatsApp de apoio aos presidenciáveis.
O PT acusou a IA da Meta de barrar a criação de imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) geradas por IA, enquanto o mesmo comportamento não estaria ocorrendo com relação ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Nunes Marques também pediu a preservação de conteúdos divulgados em canais de WhatsApp que sejam objeto de ações na Justiça Eleitoral. Desde o fim de semana o TSE se vê às voltas de disputas a respeito do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
O canal de apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de decisões conflitantes. Nunes Marques suspendeu duas vezes o funcionamento da lista de transmissão. Depois, liberou, mas impôs o bloqueio de 48 horas, sob o argumento de que novos sítios eletrônicos registrados por campanhas no TSE só podem ser utilizados dois dias depois de regularizados.
Na quarta-feira (14), ele voltou atrás e retirou a restrição de 48 horas. A decisão foi tomada após a campanha de Lula questionar a suspensão do canal, enquanto a lista de transmissão “Tropa do Flávio”, também registrada na terça-feira, seguia funcionando normalmente.
Por fim, Nunes Marques e representantes da Meta conversaram sobre o impulsionamento pago de conteúdos de propaganda eleitoral feito com moeda estrangeira e por apoiadores, em desrespeito à legislação eleitoral.
Uma das reclamações das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, que foram levadas a Nunes Marques na quarta, é que a Meta tem permitido o impulsionamento por pessoas físicas, o que é vedado.
Na quarta, os advogados Angelo Ferraro, que representa a campanha do petista, e Maria Claudia Bucchianeri, que representa Flávio, se reuniram com Nunes Marques para fazer reclamações sobre a Meta. No encontro, eles foram informados que as queixas seriam levadas à empresa.
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