O candidato ao Planalto derrotado no primeiro turno Renan Santos (Missão) afirmou na quarta-feira que há maior perigo de acúmulo de poder em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência. Apesar disso, o empresário descartou apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. 'Vitória de Lula': Imprensa internacional repercute fim da escala 6x1 no Brasil Maioridade penal: Governo Lula se divide sobre redução, presidente manda acelerar PEC da Segurança e oposição defende limite de 14 anos — Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada — disse Renan. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Alt Tebet, do Uol. Na ocasião, Renan disse que não pretende votar no segundo turno. — Eu não vou votar. A última vez, eu pedi voto nulo. Dessa vez, eu tô falando: "votem em quem quiserem" — afirmou Renan, que completou: — Eu não posso pegar o meu partido político, que eu acredito que o futuro glorioso que eu criei os meus discursos passa necessariamente pelo meu projeto. Eu não posso pegar ele e macular na defesa de outra causa. Renan teve 2.675.887 votos no primeiro turno (2,24% do total), aparecendo na quarta colocação. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele entrou na disputa com a defesa de uma agenda de direita e a tentativa de construir uma identidade própria em relação ao grupo político de Jair Bolsonaro. Ao longo da campanha, procurou se diferenciar tanto do PT quanto do bolsonarismo. Para isso, a campanha de Renan atacou tanto Flávio quanto o presidente Lula. Após a apuração do primeiro turno, o presidenciável derrotado negou ter sido procurado por lideranças do PT ou do Centrão para uma possível aliança de segundo turno. Na ocasião, Renan disse que vai evitar contatos desse tipo e mirar "prioridades", como a estruturação do Missão, que só conseguiu eleger dois dos 483 nomes lançados nesta corrida eleitoral. Ele também negou que apoiaria Flávio ou Lula no segundo turno, chamou ambos de "bandidos" e ressaltou que a militância “pode fazer o que quiser”.
Renan Santos diz que perigo 'é maior com Flávio', mas descarta apoio a Lula: 'Eu não vou votar, votem em quem quiserem'
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