Mergulhadora faz história ao se tornar a primeira mulher a mergulhar de um iceberg no Atlântico Norte; veja vídeo

Mergulhadora faz história ao se tornar a primeira mulher a mergulhar de um iceberg no Atlântico Norte; veja vídeo - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A atleta canadense Molly Carlson, de 28 anos, tornou-se a primeira mulher a mergulhar de um iceberg à deriva. Em junho, ela saltou de uma estrutura de gelo com cerca de 15 metros de altura nas águas do Atlântico Norte, na costa de Twillingate, em Newfoundland, no Canadá.

A façanha foi registrada no documentário Red Bull Iceberg Dive, lançado no YouTube na quinta-feira. Veja também: Mulher de Leandro Paredes se declara após gol decisivo do jogador pelo Boca Juniors: 'Orgulho'

Praticante de saltos de penhascos e plataformas elevadas, Carlson precisou se preparar durante meses para enfrentar condições muito diferentes das encontradas nas competições. Além de treinar para entrar na água gelada usando uma roupa de neoprene, ela aprendeu técnicas de escalada no gelo com Will Gadd, especialista canadense na modalidade que a acompanhou durante a tentativa.

A escolha do iceberg foi decisiva para a realização do salto. A equipe procurou uma estrutura com acesso para embarcações, uma borda adequada para o mergulho e uma área de chegada livre de obstáculos.

O bloco de gelo escolhido, apelidado de “No Name”, ficava na costa de Twillingate, região conhecida pela passagem de icebergs. Diferentemente de uma plataforma fixa, a superfície de um iceberg pode se deslocar, rachar ou virar sem aviso.

Por isso, a equipe precisou avaliar as condições do mar e a estabilidade da estrutura antes de autorizar a tentativa. A escalada também exigiu equipamentos e um sistema de cordas montado por Gadd para ajudar Carlson a alcançar o ponto de partida.

“Esta foi definitivamente a coisa mais assustadora que já fiz”, afirmou a atleta no documentário. Depois de saltar de costas e alcançar a água, ela precisou nadar rapidamente para longe do iceberg antes de comemorar o feito.

A experiência também teve um significado pessoal para Carlson, que já falou publicamente sobre suas dificuldades com a saúde mental e a ansiedade. A atleta disse que o desafio foi uma oportunidade de enfrentar os próprios medos e testar seus limites.

“Com certeza, foi o melhor dia da minha vida”, afirmou, emocionada, após concluir o salto. O feito, no entanto, não é uma experiência que deva ser reproduzida sem estrutura especializada.

Em junho, após tomar conhecimento da tentativa, a Guarda Costeira canadense alertou para os riscos associados aos icebergs e desaconselhou que outras pessoas tentassem repetir a façanha. As estruturas podem se partir ou virar repentinamente, mesmo quando parecem estáveis.

Carlson integra o circuito mundial Red Bull Cliff Diving, no qual atletas realizam saltos de plataformas de até 21 metros. O mergulho no iceberg acrescentou à modalidade um desafio que combinou escalada, avaliação das condições marítimas e adaptação à água próxima de zero grau Celsius.

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