Uma menina de dois anos ficou órfã após sobreviver a um acidente de carro que matou seus pais, em 19 de outubro, na rodovia Parks Highway, em Trapper Creek, no Alasca, nos Estados Unidos. Paige Hart sofreu seis fraturas na colisão frontal, mas seu estado de saúde é considerado estável.
Seus pais, Sasha Hart, de 38 anos, e David Hart, de 41, morreram no local. Segundo um relatório do Departamento de Segurança Pública do Alasca, o Subaru Forester preto de 2018 conduzido por Sasha seguia no sentido sul quando cruzou a linha central da rodovia e atingiu uma Ford F-250 branca de 2008, que trafegava na direção contrária.
A batida aconteceu por volta das 9h, próximo ao marco quilométrico 115. As circunstâncias do acidente ainda são investigadas.
Paige foi inicialmente atendida no hospital Mat-Su e depois transferida para receber tratamento em Anchorage. Segundo a emissora KTUU, a família classificou a sobrevivência da criança como um "milagre".
Família se mobiliza para criar a menina O casal havia acabado de comemorar dez anos de casamento.
Em entrevista ao Daily Mail, Shery Elterman-Hart, irmã de David, contou que Sasha havia sido acolhida pela família desde o início do relacionamento. — Ela simplesmente se tornou uma de nós.
Éramos muito próximos de David antes de eles se conhecerem, mas, quando ela chegou, se encaixou perfeitamente — afirmou. Outra irmã de David, Katie Ragsdale, lembrou que Paige era o centro da vida dos pais.
— Ela era o mundo inteiro deles. Não sei se é a casa da Paige ou a casa deles — brincou.
Segundo os familiares, os gestos, as expressões faciais e até a preferência da menina por doces fazem com que eles se lembrem do casal. — Você ainda tem um pedaço deles, um pedaço vivo deles ainda na Terra — disse Ragsdale.
Shery pretende ajudar a criar a sobrinha ao lado do marido e dos dois filhos. Para isso, a família iniciou uma campanha no GoFundMe, com meta de US$ 35 mil, para custear as despesas médicas de Paige e outras necessidades.
Até a publicação do relato, a arrecadação havia se aproximado de US$ 30 mil.
O Globo