De acordo com fontes do STF ouvidas pela CBN, a nota dos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal de quinta-feira (7), na qual eles defenderam autonomia e que a as investigações não se submetam a interesses políticos, foi interpretada pelo ministro André Mendonça como reação imediata do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, à reunião que ocorria no mesmo momento.
PF desmarca depoimento de Jaques Wagner em investigação sobre o Banco Master MP pede execução imediata da condenação de Garotinho por improbidade Mendonça, o ministro da Justiça, Wellington César, e o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, estavam reunidos para tentar reduzir as tensões na relação do STF com o comando da PF quando a nota foi divulgada. A reunião foi solicitada pelos membros do governo. Mendonça, que é relator dos casos das fraudes do Banco Master e do INSS, cobrou uma garantia. O ministro quer que as equipes de investigação atuem com total independência e sem qualquer tipo de pressão. Ele avaliou a reunião como positiva nesse sentido. A crise de desconfiança é recíproca e se agravou nos últimos meses. No caso do INSS, o que incomodou o ministro do STF foi uma série de trocas de delegados, peritos e coordenadores, além da demora no envio de relatórios sobre quebras de sigilo, dentre eles o de Lulinha, filho do presidente Lula, e agora investigado por tráfico de influência, o que levou Mendonça a exigir informações mais claras da corporação.
Do outro lado, a PF viu como interferência indevida as ordens do ministro para que os policiais entregassem dados brutos ao STF e não repassassem detalhes das investigações aos seus superiores hierárquicos. O ministro da Justiça deve se reunir com Andrei Rodrigues nos próximos dias para tentar selar uma trégua institucional.
CBN