Marlon Brando, Woody Allen, Katharine Hepburn: relembre outros artistas que esnobaram a cerimônia do Oscar, como Sean Penn

 

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Premiado com o troféu de ator coadjuvante por sua atuação como o coronel Steven Lockjaw, um militar fanático em "Uma batalha após a outra", de Paul Thomas Anderson, grande vencedor da 98ª edição do Oscar, Sean Penn não compareceu à cerimônia neste domingo (15). Vencedor da edição anterior por "A verdadeira dor", Kieran Culkin fez piada com a ausência do astro: "Sean Penn não pôde estar aqui esta noite… ou não quis estar, então vou aceitar esse Oscar em nome dele".

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Nesta segunda-feira (16), o presidente da Ucrânia,Volodymyr Zelensky, postou uma foto com Penn no país, chamando-o de "verdadeiro amigo" e agradecendo pelo apoio contínuo, confirmando os rumores de que o ator não teria ido à cerimônia porque estaria viajando. Foi o terceiro troféu de Penn, já premiado como melhor ator por "Sobre meninos e lobos" (2004) e "Milk: A voz da igualdade" (2009). Em 2022, o ator deu uma de suas estatuetas a Zelensky, e disse à Variety que, se quisessem, "poderiam derretê-lo e transformá-lo em balas para atirar nos russos".

O ator, que historicamente se mantém distante do circuito de premiações (a atuação também lhe rendeu um Bafta e um prêmio do Screen Actors Guild, mas ele não compareceu a nenhuma das duas cerimônias), entrou para uma galeria de "furões" que foram premiados no Oscar mas não compareceram para receber suas estatuetas.

Marlon Brando

A ativista indígena Sacheen Littlefeather recebe a estatueta no lugar do ator Marlon Brando, por seu papel em 'O poderoso chefão'

Divulgação

Em 1973, Brando venceu o Oscar de ator por sua atuação em "O poderoso chefão". Em um boicote à cerimônia como forma de protesto contra a forma como os povos indígenas eram retratados em Hollywood, ele mandou em seu lugar a atriz e ativista apache Sacheen Littlefeather, que recusou a estatueta em seu nome. O episódio se tornou um dos momentos mais controversos e lembrados da história do Oscar. Sacheen foi hostilizada e vaiada por parte do público da cerimônia, em um dos momentos mais controversos da história do Oscar, e sendo perseguida em sua carreira. Em 2022, ela recebeu um pedido de desculpas oficial da Academia.

Woody Allen

Woody Allen tocando clarineta em Liboa, em 2006

Wikimedia Commons

Com 24 indicações e quatro prêmios, Woody Allen começou de forma arredia sua relação com o Oscar ao não comparecer à cerimônia de 1978 para receber as estatuetas de direção e roteiro original para "Noivo neurótico, noiva nervosa" ("Annie Hall"), que também levou os prêmios de filme e atriz (Diane Keaton). Na época, a cerimônia era realizada às segundas, e o diretor disse que era o dia da semana em que tocava clarinete a Eddy Davis New Orleans Jazz Band em um pub de Nova York, em uma esnobada clássica na Academia. Allen, que voltou a ganhar os prêmios de roteiro por "Hannah e suas irmãs", em 1987, e "Meia-noite em Paris", em 2012, só compareceu à 74ª edição do Oscar (2002) para apresentar uma homenagem a Nova York, após os ataques do 11 de Setembro.

George C. Scott

George C. Scott na abertura de 'Patton'

Divulgação

Em 1971, George C. Scott foi consagrado pela interpretação do controverso general George S. Patton no longa "Patton, rebelde ou herói?", mas recusou o Oscar e não compareceu à cerimônia. Ele já havia manifestado publicamente sua desaprovação ao Oscar, dizendo que não acreditava em competições entre artistas e comparando-o a um "mercado de carnes". Ele enviou um telegrama à Academia solicitando que seu nome fosse retirado da lista de indicados, afirmando que não aceitaria o prêmio caso vencesse. Ainda assim, o prêmio foi confirmado, mas ficou em casa assistindo a um jogo de hóquei em vez de comparecer ao evento.

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Katharine Hepburn

Katharine Hepburn em 'Quando o coração floresce'

Divulgação

Com o recorde de quatro prêmios de melhor atriz, por "Pecadora de coração (1934), "Adivinhe quem vem para jantar" (1968), "O leão no inverno" (1969) e "Num lago dourado" (1982), Katharine Hepburn nunca compareceu à cerimônia para receber seus troféus, dizendo que seu prêmio era o próprio trabalho. Em 1974 ela participou do evento, mas apenas para entregar o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg a Lawrence Weingarten, um produtor amigo.

Paul Newman

Paul Newman e Tom Cruise em 'A cor do dinheiro'

Divulgação

Após muitas indicações ao longo de décadas, Newman finalmente venceu o Oscar de ator em 1987 por "A cor do dinheiro", masnão compareceu à cerimônia. O ator explicou mais tarde que, após ter perdido tantas vezes, não acreditava realmente que venceria e preferiu não viajar para o evento.

Michael Caine

Lorraine Gary e Michael Caine em 'Tubarão 4: A vingança'

Divulgação

Em 1987, o ator britânico foi eleito melhor ator por seu papel em "Hannah e suas irmãs", mas não pôde comparecer à cerimônia porque estava filmando "Tubarão 4: A vingança" nas Bahamas naquele período, e não foi dispensado pela produção. Último filme da franquia inciada com o longa de Steven Spielberg de 1975, o filme é considerado uma "bomba" cinematográfica em comparação ao original. Caine confessou depois jamais ter assistido ao filme e brincou que ao menos o cachê de US$ 1 milhão rendeu uma casa para sua mãe. Ele foi indicado outras cinco vezes e levou a estatueta por 'Regras da vida' (2000).