Bete Pacheco entrevistou Marieta Severo para a edição deste domingo (1) do “Balaio GloboNews”. A atriz, que completará 80 anos nesta segunda-feira (2), revisitou fases marcantes da carreira, lembrou o exílio na época da ditadura e falou sobre a perda do marido, o diretor Aderbal Freire-Filho:
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— A gente se apaixonou com 50 e tantos anos, então sabia exatamente o valor disso. Não tinha dúvidas, pequenas questões, nada.
Tinha a coisa central, que era o amor e viver aquilo. Quando isso falta, fica aqui e vai ficar sempre.
A gente aprende a ir em frente, a se organizar emocionalmente de outras formas. Ela também comentou a respeito de planos:
—Eu vivo com uma certeza da eternidade. Eu quero ter uma visão ampla, quero ter o meu futuro, quero achar que é importante estudar, ver as coisas, manter a minha curiosidade.
TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Marieta reconhece que questões como o etarismo ganharam mais espaço no debate público e mas afirma estar vivendo um momento especialmente produtivo na carreira:
— O que está acontecendo com o cinema nacional que está precisando tanto de velha? Nunca me aconteceu isso na minha fase de juventude, de maturidade, de nada. Então, eu tenho que agradecer.
Agora eu sei que existe uma dificuldade geral, sim. Dificilmente os papéis centrais são de uma mulher de mais idade.
Ela também relembrou as dificuldades do período que passou no exílio: — É horrível.
Eu tive a Silvinha com 22 anos. Fui grávida para voltar 20 dias depois, quando estava no início do sétimo mês, e ela acabou nascendo lá.
Eu emagreci seis quilos no oitavo, nono mês de gravidez. Bete Pacheco e Marieta Severo
Divulgação/Globo
O Globo