O município de Oiapoque (Amapá) tem se tornado um grande polo de atração e crescimento na região norte do país, impulsionado especialmente pelas expectativas da exploração de petróleo na Margem Equatorial e pela sua posição estratégica de fronteira com a Guiana Francesa. Neste município, encontra-se o Hotel La Villa Morena.
O hotel, com 37 quartos e capacidade para 120 hóspedes, arrendou 60% de seus dormitórios para a Petrobras. Isso significa que a estatal aluga essa parcela dos quartos para hospedar seus funcionários, técnicos e prestadores de serviço.
O hotel continua sob a propriedade da dona, Simone Aviz, mas a Petrobras tem o direito de utilizar a capacidade arrendada durante o período acordado. Simone é de Belém (Pará), mas mora em Oiapoque há 8 anos.
Inicialmente, mudou-se para o município para gerenciar uma distribuidora de hortifrúti. Quatro anos depois, recebeu uma proposta para comprar o hotel, porque os antigos proprietários, um casal, pretendiam se mudar para a França.
“Estou no hotel há quase 4 anos. Vim para cá sem saber nada de administração de hotelaria”, disse Simone em entrevista ao Poder360.
“Logo que eu vim para cá, já ouvíamos burburinhos sobre as programações da Petrobras. Por causa do nosso grande espaço, a Petrobras nos procurou.
Vieram vários técnicos inspecionar, fotografar, filmar, perguntar, pedir licença e documentação. Tudo que é necessário para ter segurança de hospedar as pessoas que trabalham na empresa”, declarou a empreendedora.
Assista (8min1s): Simone afirmou que seu hotel já participou de 4 exercícios simulados realizados pela Petrobras em 2025.
Durante essas atividades, o estabelecimento fica fechado para outros hóspedes. Segundo a empresária, os exercícios simulam situações de emergência, como um vazamento, e testam a capacidade de resposta da estatal, incluindo a mobilização rápida de profissionais de outros Estados.
“Além desse ramo de hospedagem, há diversas oportunidades para vários setores com a Petrobras em Oiapoque. Dá muito emprego.
Eu precisei contratar mais pessoas, por exemplo. Ao menos 5 pessoas fixas.
Hoje, eu tenho 18 efetivos. E no período do simulado, nós dobramos esse número”, afirmou Simone.
Hotel La Villa Morena Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Simone Aviz, proprietária do Hotel La Villa Morena, em Oiapoque, Amapá Simone Aviz, proprietária do Hotel La Villa Morena, em Oiapoque, Amapá
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026 Simone Aviz, proprietária do Hotel La Villa Morena, em Oiapoque, Amapá
Simone Aviz, proprietária do Hotel La Villa Morena, em Oiapoque, Amapá Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Tobagã no Hotel La Villa Morena Tobagã no Hotel La Villa Morena
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026 Hotel La Villa Morena
Hotel La Villa Morena Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Hotel La Villa Morena Hotel La Villa Morena
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026 Hotel La Villa Morena
Hotel La Villa Morena A proprietária do hotel disse também que o Sebrae tem auxiliado pequenos empresários de Oiapoque interessados em fornecer produtos e serviços à Petrobras.
“O Sebrae tem uma equipe que ajuda todas as empresas que querem ser fornecedoras da Petrobras. Eles ajudam com os requisitos que precisamos”.
Exploração de petróleo Simone espera que a exploração de petróleo na região contribua para melhorar a infraestrutura de transportes do Amapá.
“A Petrobras é uma grande empresa e abre muitas portas para o asfalto, para o progresso, para o aeroporto, que não tem voos comerciais ainda. É um aeroporto restrito para a operação da Petrobras, mas sonhamos que possa haver voos comerciais.
Com o aeroporto tendo voos comerciais, penso que vai aumentar o número de clientes e de visitantes”, afirmou a dona do hotel. Como não há aeroporto com voos comerciais no aeroporto do município, a única maneira de chegar até o Oiapoque é por meio de uma estrada de cerca de 600 km desde a capital do Amapá, Macapá.
Desses 600 km, 110 km não são asfaltados. “Esses 110 km não asfaltados ainda custam muito para nós.
Eu penso que depois que fizerem todo o asfaltamento nós vamos ter condições de diminuir muito os nossos custos. Eu acredito que isso vai ser um divisor de águas para o comércio local de Oiapoque”, afirmou Simone.
A descoberta de petróleo pela Petrobras no poço Morpho, confirmada em agosto de 2026, reforçou as expectativas sobre uma nova fronteira petrolífera no Brasil. Perfurado no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá, o poço está na Margem Equatorial –faixa marítima que acompanha o litoral brasileiro do Amapá ao Rio Grande do Norte e passa por outros países sul-americanos.
O Poder360 publica uma série de reportagens especiais sobre as oportunidades que as expectativas de exploração de petróleo na Margem Equatorial já começam a movimentar no Amapá. Os textos mostram como empresas e empreendedores locais se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Estado, impulsionado pela perspectiva de avanço da atividade petrolífera na região.
Leia aqui as reportagens. A jornalista Bruna Rossi viajou ao Oiapoque a convite do Sebrae.
Poder 360