Mãe e irmão de Oruam além de vereador Fábio Silva são presos pela PF em operação contra monopólio da internet pelo CV

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, filho do casal e irmão do artista, durante a Operação Backbone, que investiga o monopólio imposto pelo Comando Vermelho (CV) sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio. Também foi preso o vereador Fábio Silva (Podemos), em Londrina, apontado como dono e beneficiário de provedores de internet investigados. Segundo a PF, a cobrança pelo serviço chegou a representar mais de 40% da arrecadação da facção no Complexo da Penha em um único mês. Passeio Público ganha movimento com samba e feira aos domingos, mas enfrenta problemas de conservação e segurança Unha e Carne: Moraes concede prisão domiciliar a policial preso com Canella em operação da PF Mãe e filho presos Não é a primeira vez que Márcia e o filho Lucas são alvos de operações policiais. Em abril, os dois foram alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, ao lado do rapper Oruam, também filho de Marcinho VP.

Em abril deste ano, Lucas teve a prisão preventiva decretada. Em agosto, porém, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus e determinou que ele respondesse ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a denúncia daquele caso, ele seria um gestor financeiro secundário do núcleo familiar, responsável por intermediar ordens da liderança e administrar recursos ligados à lavagem de dinheiro. O vereador Fábio Silva (Podemos) Reprodução Já Fábio Silva, segundo a biografia publicada pela Câmara Municipal do Rio, é empresário e gestor comunitário da Zona Norte da cidade. Ele é embaixador do projeto Onda Carioca, no Complexo do Chapadão, e exerce seu primeiro mandato como vereador na capital fluminense. Corte de cabos e ameaças Batizada de Operação Backbone, a ação desta segunda cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os parentes de Marcinho VP estão entre as 19 pessoas já presas na operção. As diligências ocorrem no Rio, em Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte das prisões será realizada no sistema prisional, inclusive em uma unidade penitenciária federal. A operação também prevê o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, atingindo 40 pessoas físicas e 42 empresas. Foi determinada ainda a suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada. De acordo com a PF, integrantes da facção cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impediam reparos e obrigavam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. Os provedores autorizados pelo grupo pagavam mensalmente uma tarifa para ter o direito de operar nos territórios dominados pela facção. Registros contábeis do próprio grupo indicaram que, em um único mês, a cobrança pelo serviço de internet respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação da organização criminosa no Complexo da Penha. Para os investigadores, a exploração do serviço se tornou uma das principais fontes de lucro da facção e também alimenta a disputa por territórios. Cada comunidade dominada representa, segundo a PF, uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para o grupo. As investigações apontaram que um dos líderes históricos da facção, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continuava a controlar as atividades empresariais exploradas nos territórios, em conjunto com familiares e outras lideranças. Segundo a PF, os lucros chegavam à família do líder por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. Os recursos eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão — pagos em dinheiro vivo — e criptoativos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficiada para cassar as outorgas e interditar os serviços de telecomunicações prestados pelas empresas investigadas. A PF informou que serão adotadas medidas para assegurar a continuidade do serviço aos moradores das áreas afetadas. Os investigados poderão responder por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, entre outros crimes que possam ser identificados durante as apurações. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635.

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