A economia da China avançou 4,5% no terceiro trimestre deste ano, informou o Departamento Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira, 19, superando expectativas de economistas. Acima da taxa de crescimento de 4,3% no segundo trimestre, o incremento foi impulsionado pelas exportações, turbinadas pelo boom de inteligência artificial (IA) e demanda por eletrônicos. Com isso, a economia chinesa acumula um crescimento de 4,6% nos primeiros nove meses do ano, colocando o país no caminho para atingir a meta governamental de 4,5% a 5% para o ano, sem a necessidade de medidas de estímulo adicionais.
A produção industrial, porém, ainda avança em um ritmo bem mais acelerado do que os gastos dos consumidores. A atividade da indústria subiu 5,5% em setembro, ante 5,2% em agosto, enquanto as vendas no varejo registraram um aumento de 1,1%, frente aos 0,4% observados anteriormente. “O crescimento da produção manufatureira manteve-se robusto, impulsionado por uma demanda externa mais forte por eletrônicos, equipamentos relacionados à inteligência artificial e automóveis”, afirmou Duncan Wrigley, economista-chefe para a China na Pantheon Macroeconomics. “A produção manufatureira de alta tecnologia continua superando os setores tradicionais, à medida que a China ascende na cadeia de valor agregado”, acrescentou ele.
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Dados divulgados na semana passada mostraram que as exportações da China saltaram mais de um terço em setembro, impulsionadas pelo aumento nos embarques de produtos eletrônicos relacionados à inteligência artificial. “Essa aceleração no crescimento do PIB reflete, principalmente, a força contínua das exportações impulsionada pelo boom global de IA/tecnologia, compensando com folga os impactos negativos decorrentes do conflito no Irã e da persistente fraqueza da demanda interna”, afirmaram analistas do ABN Amro.
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Por outro lado, o investimento em ativos fixos recuou 7,2% nos primeiros nove meses do ano, o investimento no setor imobiliário despencou 20,6% e os gastos com infraestrutura permaneceram em patamares baixos.
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