Acredite: uma professora de 78 anos foi presa por brigar contra robôs entregadores nos EUA

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Uma professora aposentada de 78 anos foi detida na Filadélfia, nos Estados Unidos, após impedir a passagem de um robô de entregas do Uber Eats. Carolyn Marvin, professora emérita da Universidade da Pensilvânia, vem realizando esse tipo de protesto há meses para chamar a atenção para os impactos da automação sobre o mercado de trabalho. Mesmo após a intervenção policial, ela afirma que pretende continuar. O episódio aconteceu na última quarta-feira, quando Marvin saía de uma consulta para tomar a vacina contra a gripe e avistou um robô de entregas circulando por uma calçada no centro da cidade. Como já havia feito em outras ocasiões, decidiu ficar parada diante do equipamento, impedindo que ele seguisse seu trajeto. Segundo o jornal americano PhillyVoice, a professora protesta contra o que considera uma estratégia de empresas para substituir trabalhadores humanos por máquinas e, assim, aumentar seus próprios lucros. Os robôs de entrega do Uber Eats começaram a circular pela Filadélfia em março deste ano e, desde então, Marvin afirma ter bloqueado o caminho dos equipamentos diversas vezes. Algumas dessas manifestações chegaram a circular nas redes sociais. Desta vez, porém, a polícia foi acionada. Os agentes pediram repetidamente que a professora saísse da frente do robô para permitir que ele concluísse a entrega. Diante da recusa, ela foi detida por conduta desordeira. Segundo as autoridades, a ocorrência foi registrada por volta das 13h16, após uma denúncia envolvendo um robô. A aposentada reconhece que seus protestos dividem opiniões. Enquanto algumas pessoas apoiam a iniciativa, outras consideram injusto prejudicar consumidores que pagaram para receber suas encomendas. Marvin, no entanto, argumenta que quem se preocupa com o dinheiro gasto pelos clientes também deveria considerar o impacto da automação sobre a renda dos entregadores. Ela afirma ainda que toma cuidado para não bloquear a passagem de pedestres. Apesar da detenção, a professora pretende contestar a acusação com base na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e o direito de protesto. "Isso me permite conversar com as pessoas sobre o que está acontecendo", afirmou ao PhillyVoice. "São sempre conversas muito interessantes, e acho importante ter esse tipo de diálogo no espaço público." Antes de se aposentar, Marvin lecionou uma disciplina sobre liberdade de expressão na Universidade da Pensilvânia. Para ela, no entanto, os protestos estão mais relacionados ao exercício da cidadania do que à sua trajetória acadêmica. "Eu diria que é minha cidadania. Estou exercendo meus direitos como cidadã, então é nesses termos que penso sobre isso", declarou. Procurado pelo PhillyVoice, o Uber não quis comentar o caso. Mais Lidas

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