Lula recusa gesto ao mercado e adia nome da Fazenda para fim de novembro

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não antecipar o nome do próximo ministro da Fazenda como gesto para acalmar o mercado financeiro. A indicação do chefe da equipe econômica do quarto mandato deve ocorrer apenas depois de uma viagem internacional que começa na próxima semana e termina no fim de novembro, segundo a coluna Painel da Folha de S.Paulo.

O InfoMoney havia informado que a viagem terminaria em 16 de novembro; as duas datas vêm de fontes distintas, e o Planalto não divulgou agenda oficial. A aliados, Lula tem afirmado que não vê motivo para fazer uma concessão imediata a um segmento que sempre lhe foi hostil nas urnas.

O presidente pretende utilizar o período até o fim do mês para amadurecer o desenho completo da Esplanada antes de oficializar os titulares. Roteiro internacional na Turquia e possível escala na Ásia

O primeiro destino da viagem, com embarque previsto para a próxima semana, é Antália, na Turquia, onde Lula participará da COP31, a 31ª Conferência do Clima das Nações Unidas, programada de 9 a 20 de novembro. A Presidência também avalia estender o roteiro até as Filipinas, sede da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

De acordo com o relato de interlocutores ouvido pela coluna, os integrantes do novo ministério devem começar a ser anunciados dentro de três a quatro semanas. Esse cronograma concentra as nomeações em dezembro, poucas semanas antes da posse do quarto mandato presidencial, marcada para 1º de janeiro de 2027.

Enquanto os anúncios formais ficam para a volta do giro exterior, a articulação política entrou na fase de consultas aos partidos aliados que integrarão a base do próximo governo. As conversas preliminares vêm sendo conduzidas pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao lado de outros dirigentes da cúpula petista.

Cotados para a equipe econômica e acenos aos governadores Na bolsa de apostas para comandar a Fazenda, os nomes mais citados por interlocutores do governo são o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (PSB) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Também não está descartada a promoção do atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, para liderar a equipe econômica. No domingo (1º), Lula divulgou vídeos nas redes sociais para agradecer a votação expressiva obtida no Nordeste e mencionou diretamente quadros cotados para o primeiro escalão, segundo o jornal O Globo.

Ao dirigir-se aos eleitores do Piauí, estado onde alcançou 75,88% dos votos válidos no segundo turno, o presidente citou nominalmente Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Em mensagem gravada para o Ceará, Lula destacou o ministro da Educação e senador eleito Camilo Santana (PT-CE), apontado por aliados como opção para a Casa Civil ou para o futuro Ministério da Segurança Pública, além do governador reeleito Elmano de Freitas (PT).

Na gravação destinada à Bahia, foram citados os senadores eleitos Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil, e Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, ao lado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT). Na segunda-feira (2), em meio às especulações sobre seu nome para o comando da Fazenda, Rafael Fonteles defendeu publicamente o equilíbrio das contas públicas ao anunciar a permanência do secretário estadual da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, conforme registrou a Folha de S.Paulo.

Coordenador da campanha presidencial no segundo turno, o governador do Piauí negou ter tratado de cargos com Lula, mas afirmou em entrevista ao jornal que o presidente fará no quarto mandato um governo voltado a melhorar a vida da população com responsabilidade fiscal: “Ele vai navegar nesses dois campos, conciliar essas duas agendas, mas jamais vai abrir mão dos ganhos sociais”.

Defesa dos programas sociais no quarto mandato Na mesma série de vídeos publicada no domingo, o chefe do Executivo rebateu boatos espalhados durante a reta final da campanha sobre cortes na rede de proteção federal.

Lula garantiu que nenhum programa social será extinto ao longo do novo mandato que se inicia em 2027. “Em uma semana que fiquei sem falar, a mentira tomou conta desse país outra vez.

A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais”, declarou o presidente. “Nenhum programa social será extinto nesse país; o que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles programas que já estão”, acrescentou.

Com a definição da Fazenda reservada para o retorno da agenda internacional no fim de novembro, o Planalto mantém sob seu controle o tempo da transição ministerial. Até dezembro, o foco permanece nas negociações partidárias conduzidas por Edinho Silva e na preparação da viagem à Turquia e ao Sudeste Asiático.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
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