Lula está ciente dos desafios e vai ampliar diálogo com partidos, afirma Edinho

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ciente dos desafios que terá no novo mandato e deve iniciar, já nos próximos dias, articulações com partidos que não apoiaram sua candidatura no segundo turno para construir uma base de sustentação no Congresso Nacional. A informação foi dada pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira, 26, um dia após a vitória do segundo turno.

Segundo Edinho, o encerramento do processo eleitoral abre uma nova etapa de negociações políticas para garantir a governabilidade e viabilizar a agenda do governo. “Nenhum governo forma maioria no Congresso Nacional sem negociar com os partidos.

Eleição é eleição, composição de governo é uma outra coisa. Não tem nenhuma dúvida que nós vamos formar uma base de sustentação muito forte com o presidente Lula na Câmara, bem como no Senado”, afirmou.

Edinho também destacou que Lula pretende ampliar o diálogo para além das forças políticas, ouvindo empresários, cientistas, mulheres e juventudes antes de iniciar o quarto mandato, como o próprio Lula enfatizou em seu pronunciamento após a vitória. A proposta é fortalecer a participação social e construir entendimentos em torno de um projeto de desenvolvimento para o país.

Edinho Silva disse na entrevista que não tem expectativa de ocupar um cargo no quarto mandato do presidente Lula. Eleito deputado federal por São Paulo, ele afirmou que sua prioridade é permanecer na presidência do PT.

Para o dirigente, a atuação do partido em sintonia com o governo será importante para fortalecer a base política de Lula e ampliar o diálogo com a sociedade brasileira. “Serei presidente do Partido dos Trabalhadores.

Eu penso que ser presidente do PT é uma tarefa muito grande, é uma tarefa imensa e, claro, o partido bem conduzido, o partido dialogando com a sociedade brasileira, o partido construindo bandeiras que dialogam com a sociedade brasileira, ele dará muita sustentação a esse governo do presidente Lula, que será histórico”, declarou.

Edinho acrescentou que considera importante sua atuação na Câmara dos Deputados para fortalecer as articulações entre as forças políticas. “Eu sou deputado eleito também e acho importante o presidente do partido ter assento no Congresso Nacional, mas a minha prioridade será presidir o Partido dos Trabalhadores.”

Questionado sobre a reação negativa do mercado financeiro à reeleição de Lula e as especulações sobre a composição da equipe econômica, Edinho Silva reafirmou o compromisso do presidente com o equilíbrio das contas públicas. “O presidente Lula vai perseguir os superávits fiscais, ninguém tem dúvida disso, porque ele tem a concepção de que o projeto de Brasil que ele defende só vai se efetivar se nós tivermos um país com capacidade de investimento”, afirmou.

Sobre os nomes mencionados para integrar o governo, Edinho elogiou o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, a quem classificou como um quadro de primeira grandeza, e destacou a capacidade do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que considerou uma das lideranças mais preparadas da nova geração do PT.

Ressaltou, porém, que eventuais convites e definições caberão a Lula, em diálogo com os próprios envolvidos. O presidente do PT também destacou o trabalho do vice-presidente Geraldo Alckmin à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Edinho ressaltou sua atuação na política industrial e nas negociações comerciais com os Estados Unidos, além dos investimentos na modernização da indústria brasileira. Ao apresentar as prioridades do próximo mandato do presidente Lula, Edinho Silva disse que a mobilização popular registrada durante a campanha, especialmente entre os jovens, reforça a necessidade de ampliar a participação social e criar ferramentas que aprimorem a democracia brasileira.

Ele acredita que, melhorando os canais de participação, possa haver mais entendimento também entre a sociedade brasileira, diminuindo a polarização. “Nós temos que trabalhar para que esse ódio e essa intolerância possam ser vencidos.

Para que o Brasil, independente das posições políticas, as pessoas possam defender suas posições, mas a gente não pode viver em um ambiente de agressão, de violência, como nós vivenciamos no primeiro turno e agora no segundo turno”.

Publicação Original PT pt.org.br
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