Lula e Flávio encerram campanha com agendas em São Paulo, Minas e Rio, que concentram 40% do eleitorado

Lula e Flávio encerram campanha com agendas em São Paulo, Minas e Rio, que concentram 40% do eleitorado - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

São Paulo, Minas Gerais e Rio serão os palcos dos últimos atos das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno da eleição presidencial, marcada para este domingo. Juntos, os três estados reúnem 39,9% do eleitorado brasileiro e se tornam pontos estratégicos na reta final da disputa, quando as campanhas buscam ampliar a mobilização de suas bases e evitar que apoiadores deixem de comparecer às urnas.

São Paulo reúne 21,5% dos eleitores do país, seguido por Minas Gerais, com 10,3%, e pelo Rio, com 8,1%. A concentração do eleitorado nesses estados ajuda a explicar a escolha dos destinos para os últimos evento e a importância de transformar a intenção de voto em presença nas urnas.

Na sexta-feira, Flávio e Lula ficarão no Rio, onde não terão compromissos públicos previstos antes do debate presidencial dos estúdios da TV Globo, marcado para as 21h. No sábado, véspera da votação, o senador tem previstas duas agendas de mobilização: às 10h, em Belo Horizonte, no chamado “bloquinho” do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e às 14h, em um ato semelhante no Rio.

Lula, por sua vez, fará uma caminhada pela manhã em Copacabana, no Rio. À tarde, fará uma outra caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo.

A campanha petista espera uma grande presença de público nos dois atos. A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira mostra Flávio com 48% das intenções de voto no Sudeste, contra 39% de Lula.

O resultado regional contrasta com o cenário nacional, em que os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados: o senador tem 45%, ante 44% do presidente, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A tentativa de reduzir a abstenção é uma das preocupações das duas campanhas, especialmente diante do peso dos grandes municípios do Sudeste.

No primeiro turno, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas concentraram 4,3 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 13% do total nacional. A taxa média de abstenção nessas cinco cidades chegou a 24%, acima dos 21,08% registrados no país.

As estratégias, porém, têm focos distintos. Aliados de Lula buscam mobilizar principalmente os eleitores com mais de 70 anos, faixa etária que concentrou 8,46 milhões de ausentes no primeiro turno.

A campanha petista conta com uma ampliação do Nordeste, mas considera que é fundamental também melhorar o desempenho no Sudeste em relação ao primeiro turno. O atual presidente perdeu 1,8 milhão de votos na região em comparação com o primeiro turno de 2022.

Já a campanha de Flávio cobra dos aliados estaduais a manutenção das estruturas de mobilização, sobretudo em locais onde a disputa pelos governos já terminou, para evitar que o encerramento das eleições estaduais reduza o empenho de prefeitos e lideranças locais na corrida presidencial.

No Rio, a abstenção chegou a 23,32% no primeiro turno, a segunda maior taxa do país. Flávio tem feito da tentativa de reduzir a abstenção uma das linhas de sua campanha desde o primeiro turno.

O senador vem insistindo para que apoiadores não se limitem a declarar voto, mas ajudem a mobilizar outras pessoas, chamando familiares, amigos e vizinhos para votar. No último programa eleitoral, o candidato reforçou esse apelo:

— Agora é hora de força total. Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos.

Peça voto. Leve gente para votar com você.

A mensagem busca estimular uma mobilização que ultrapasse o eleitorado diretamente alcançado pela campanha e transforme redes pessoais de apoio em comparecimento às urnas.

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