A Meta, controladora do Facebook, Instagram e , registrou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 264% ante os US$ 2,71 bilhões registrados um ano antes. Eis a íntegra do balanço (PDF – 2 MB), divulgado nesta 4ª feira (21.out.2026). A receita somou US$ 64,6 bilhões no período, alta de 26% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O resultado superou o consenso do Investing.com, de US$ 63,34 bilhões. Já o lucro por ação ficou abaixo da projeção, pressionado por um encargo judicial extraordinário de US$ 9,89 bilhões. A companhia manteve a previsão de investimentos elevados em inteligência artificial.
O lucro por ação diluído foi de US$ 3,83, abaixo do consenso de US$ 6,58. O resultado foi afetado por uma despesa extraordinária de US$ 9,89 bilhões relacionada a um acordo judicial nos Estados Unidos sobre questões envolvendo a saúde mental de adolescentes e as redes sociais. Excluído o encargo, o lucro por ação teria sido de US$ 7,40, acima da estimativa do mercado. O lucro operacional, por sua vez, teria sido de US$ 22,88 bilhões, ante os US$ 12,99 bilhões reportados. Segundo o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, os investimentos estão trazendo resultados para o negócio principal, e a empresa registra avanços no desenvolvimento de inteligência artificial. A provisão para imposto de renda caiu de US$ 18,95 bilhões no 3º trimestre de 2025 para US$ 3,14 bilhões no mesmo período de 2026. Essa redução contribuiu para o resultado líquido, mas a comparação anual também foi influenciada por diferenças nos encargos tributários e pelas despesas judiciais. DESPESAS E RECEITAS As despesas totais da Meta somaram US$ 51,61 bilhões no trimestre, alta de 68% em um ano. O aumento inclui o encargo judicial de US$ 9,89 bilhões. Com isso, o lucro operacional caiu 37%, para US$ 12,99 bilhões, e a margem operacional recuou de 40% para 20%. A publicidade continuou como principal fonte de receita. A divisão gerou US$ 63,06 bilhões, crescimento de 26% na comparação anual. As impressões de anúncios exibidos nas plataformas da companhia aumentaram 10%, enquanto o preço médio por anúncio subiu 14%. O número médio diário de usuários ativos das plataformas da Meta chegou a 3,64 bilhões em setembro, avanço de 3% em um ano. CRESCE PROVISÃO DE GASTOS A companhia passou a projetar despesas totais de US$ 175 bilhões a US$ 179 bilhões em 2026, incorporando o encargo jurídico registrado no 3º trimestre. A Meta afirmou que, excluindo essa despesa extraordinária, espera encerrar o ano com lucro operacional superior ao de 2025. A previsão de investimentos de capital, incluindo pagamentos de principal de arrendamentos financeiros, foi ajustada para uma faixa de US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões, ante a estimativa anterior de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões. Para o próximo trimestre, a Meta entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. A empresa afirmou que a inteligência artificial já contribui para aumentar a receita publicitária por meio de maior engajamento, recomendações mais eficientes e melhor monetização. Zuckerberg também destacou o lançamento dos modelos Muse e Muse Wonder, apresentados pela companhia como avanços em sua estratégia de desenvolver inteligência artificial. Para 2027, a Meta espera manter o crescimento da receita, mas não divulgou uma projeção anual específica. A companhia também prevê reduzir as perdas da divisão Reality Labs, voltada a tecnologias de realidade virtual e aumentada, para cerca de US$ 15 bilhões em 2027, ante uma estimativa de US$ 18 bilhões a US$ 19 bilhões em 2026. NOVA CLASSE DE AÇÕES Separadamente, a Meta anunciou a criação de uma nova classe de ações ordinárias, a Classe C, sem direito a voto, com previsão de vigência em janeiro de 2027. A empresa pretende distribuir uma ação Classe C para cada ação Classe A e Classe B existente. Segundo a companhia, a estrutura busca ampliar as possibilidades de financiamento para investimentos, remuneração de funcionários e aquisições, além de preservar o modelo de liderança de Zuckerberg. A Meta informou que a distribuição não alterará o poder de voto dos acionistas e que as ações Classe A continuarão sendo negociadas na Nasdaq.
Poder 360