Lua Blanco era neta de músico paraense famoso; saiba quem

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

A morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, confirmada neste domingo (18), também relembra a ligação da artista com o Pará. A eterna Roberta Messi da versão brasileira de Rebelde tinha raízes paraenses: ela era neta do músico, compositor e arquiteto Billy Blanco, nascido em Belém e considerado um dos precursores da Bossa Nova no Brasil.

Em uma visita à capital paraense, em 2015, ela destacou a importância de conhecer melhor a terra de seus ancestrais e revisitar lugares que faziam parte das lembranças de seu avô. Mas quem foi o familiar que conectou a atriz à história cultural do Pará?

Quem era o avô de Lua Blanco?

O avô de Lua Blanco era Billy Blanco, músico, compositor e arquiteto paraense que nasceu em Belém, em 1924, e se tornou um dos nomes associados à história da Bossa Nova no Brasil.

Billy mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1940 para estudar Arquitetura. Na cidade, construiu uma carreira musical marcada por letras sobre o cotidiano, parcerias com grandes artistas e composições que atravessaram gerações. Ele morreu em 2011, aos 87 anos.

A música também esteve presente na geração seguinte da família. O pai de Lua, Billy Blanco Jr., seguiu carreira musical, enquanto a atriz e cantora conquistou projeção nacional ao integrar o elenco e a banda da novela Rebelde.

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Billy Blanco compôs música com Tom Jobim

Entre as composições mais conhecidas de Billy Blanco está “Tereza da Praia”, lançada em 1954 e feita em parceria com Tom Jobim. A gravação original ficou conhecida nas vozes de Dick Farney e Lúcio Alves.

Outra obra de destaque é “Samba Triste”, composta em parceria com o violonista Baden Powell, em 1959, e gravada por artistas brasileiros e internacionais.

Billy também compôs “Canto Livre”, música que aborda a resistência da arte diante da repressão. Durante a ditadura militar, o compositor chegou a ser preso e levado ao Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. A canção só foi lançada oficialmente em disco em 1981, após restrições da censura.

Billy Blanco com os netos. (Reprodução)

Músico manteve ligação com Belém

Mesmo depois de se estabelecer no Rio de Janeiro, Billy Blanco preservou os vínculos com o Pará. Em 1993, lançou o álbum Guajará – Suíte do Arco-Íris com Sinfonia, dedicado a Belém. Ele também compôs dezenas de músicas com o violonista paraense Sebastião Tapajós.

A ligação familiar levou Lua Blanco a visitar Belém em maio de 2015. Na viagem, a artista conheceu pontos turísticos como o Mercado Ver-o-Peso, o Mangal das Garças e a Estação das Docas. Ela também visitou a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, que fazia parte da história religiosa do avô.

Em entrevista à revista Caras, Lua contou que Billy era católico fervoroso, devoto de Nossa Senhora de Nazaré e acompanhava o Círio. Ela também relembrou o carinho pelo avô e o interesse pelas histórias por trás das composições dele.

“Foi a partir da adolescência que conheci mais meu avô e fui fundo na sua obra, nas suas letras. Fiquei encantada. Perguntava o que o inspirou e ele ia me contando. Era louca por ele, sempre fui”, disse a artista.

Durante a visita, Lua também comentou a importância de conhecer melhor o Pará e a própria história familiar. “Levo também parte dos meus ancestrais e da cultura brasileira como um todo. Aliás, me sinto mais brasileira conhecendo mais o Pará”, declarou.

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