Saiu do forno e já está disponível nas livrarias um livro pioneiro no estudo do fenômeno que sacode as eleições e mudou a forma de se fazer política no Brasil. “Parlamentares infuenciadores e a política nas redes” é o primeiro volume da série lançada pela Escola de Comunicação Digital da FGV sobre as elites digitais no Brasil.
Atualíssimo, o livro apresenta levantamentos inéditos sobre os métodos utilizados pela elite política do “like”, da esquerda à direita. Pesquisadores analisaram o formato das publicações, o conteúdo, a estética e os temas do debate público que parlamentares usaram como arma na guerra por engajamento online.
Em nove artigos, organizados por Marco Ruediger, diretor da FGV Comunicação e um dos maiores especialistas em redes sociais do Brasil, a obra ajuda a explicar como os políticos influencers conseguiram transformar o poder do engajamento online em votos numa escala em escala avassaladora.
Líder isolado na arte da política “caça-like”, o deputado Nikolas Ferreira, do PL, é um dos principais personagens analisados pelos autores. Craques em ciência política, jornalismo, estatística, antropologia e psicologia, como o professor da USP e diretor da Aberje Paulo Nassar, a diretora-executiva da Agência Lupa Natália Leal e a doutora em Ciência Política Luciana Veiga estão entre os autores dos artigos da obra organizada por Ruediger.
“Este livro é baseado em dados e fiel à realidade, e busca provocar uma reflexão sobre a mudança radical na relação entre representante e representado. Trazemos também uma aspiração: de que a tecnologia funcione em parceria com a liberdade e a democracia, para melhorar a vida em sociedade”, defendeu o diretor da FGV comunicação no evento de lançamento da obra.
“Parlamentares influenciadores e a política nas redes” é leitura obrigatória para quem tenta entender as mudanças na forma de se fazer política no Brasil. Sem a presunção de apresentar teses definitivas, o livro – construído coletivamente – é uma provocação.
Já que as redes sociais trouxeram novidades irreversíveis na política, que tal uma nova ciência para refletir sobre o futuro das democracias?
O Globo