247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou a importância das eleições legislativas dos Estados Unidos nesta terça-feira (3) e citou números da empresa Ativaweb DataLab. Segundo o levantamento, bolsonaristas pediram apoio ao presidente estadunidense, Donald Trump, após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição brasileira – 82% de 3,28 milhões de mensagens no Instagram e no Facebook recorreram ao perfil do chefe da Casa Branca em busca de respaldo político, conforme a Veja.
“Um dia importantíssimo para a história da democracia. Os norte-americanos vão colocar o pé e impedir o avanço e a consolidação do fascismo no mundo”, afirmou o petista na rede social X.
“Os bolsonaristas surtaram, estão no mundo paralelo, segundo a AtivaWebDatalab, 3 milhões e 260 mil mensagens no Instagram e no Facebook do presidente Donald Trump, pedindo intervenção aqui no Brasil, todo tipo de loucura. Inacreditável.
Uma vergonha”, acrescentou Lindbergh. A Ativaweb DataLab (PB) atua no setor de inteligência digital e Big Data, com serviços voltados à análise de dados, ao acompanhamento de redes sociais, à elaboração de estratégias de influência e à produção de estudos sobre cenários políticos e empresariais.
Táticas golpistas Em mais uma de suas investidas golpistas, Trump insinuou que houve fraudes na eleição presidencial brasileira de 2026.
O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon e o bilionário Elon Musk também questionaram o resultado. Uma das estratégias golpistas defendidas pela extrema direita é atacar o Judiciário na tentativa de passar para a população a mensagem de que a Justiça persegue bolsonaristas e não tem segurança contra eventuais fraudes eleitorais.
Em 21 de julho de 2026, durante uma reunião com diplomatas em Brasília, Flávio Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas brasileiras e estabeleceu uma associação entre os equipamentos utilizados no país e a empresa Smartmatic. Na ocasião, o parlamentar mencionou supostas irregularidades envolvendo a companhia em processos eleitorais na Venezuela e atribuiu ao governo dos Estados Unidos denúncias relacionadas à segurança dos equipamentos.
“Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Há denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela”, disse.
Agressões dos EUA ao Brasil A família Bolsonaro articulou ações nos EUA para incentivar a aplicação de sanções contra o Brasil após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenarem Jair Bolsonaro, em setembro do ano passado, por sua participação na trama golpista.
Em 2026, o governo dos EUA anunciou duas rodadas de tarifas sobre produtos brasileiros, com alíquotas de 25% e 12,5%. A administração de Trump também passou a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
As medidas tarifárias e o enquadramento das facções como grupos terroristas favorecem a adoção de novas sanções contra o Brasil. Diante desse cenário, o governo brasileiro avalia recorrer à Lei da Reciprocidade e busca fortalecer suas relações comerciais com outros mercados, incluindo a China, os países do BRICS e as nações do Sul Global.
Como funcionam as eleições nos Estados Unidos Os EUA realizam eleições legislativas a cada dois anos para renovar a composição do Congresso.
Quando a votação ocorre na metade do mandato do presidente, recebe a denominação de midterms, ou eleições de meio de mandato. O calendário eleitoral segue a duração dos mandatos parlamentares.
Os deputados da Câmara dos Representantes exercem suas funções por dois anos, enquanto os integrantes do Senado permanecem no cargo por seis anos. Dessa forma, a cada dois anos, os norte-americanos elegem todos os membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos senadores.
Nas eleições de novembro, os eleitores decidirão a ocupação das 435 cadeiras da Câmara e de 35 das 100 vagas do Senado. As duas Casas do Congresso adotam sistemas diferentes de representação.
No Senado, cada um dos 50 estados possui direito a dois representantes, independentemente de sua população. Essa distribuição assegura o mesmo peso de representação a todos os estados, totalizando 100 senadores.
Na Câmara dos Representantes, a quantidade de parlamentares varia conforme o tamanho da população estadual. As 435 cadeiras são distribuídas proporcionalmente ao número de habitantes, o que garante maior representação aos estados mais populosos.
Cada deputado representa um distrito eleitoral, ou seja, uma área geográfica delimitada dentro de seu estado. Essas circunscrições podem compreender cidades inteiras ou apenas partes de um município.
Na cidade de Nova York, por exemplo, o 11º distrito eleitoral abrange determinados bairros, sem incluir toda a extensão do município. A definição dos limites de cada distrito leva em conta a distribuição dos habitantes.
Como regra geral, as circunscrições de um mesmo estado devem reunir populações de tamanho semelhante, buscando assegurar uma representação proporcional entre os deputados. Com esse sistema, os estados mais populosos elegem um número maior de integrantes da Câmara dos Representantes, enquanto o Senado preserva a representação igualitária de dois parlamentares para cada estado.
INACREDITÁVEL! No momento em que acontecem as eleições de meio mandato nos EUA e os democratas podem sair vitoriosos para a Câmara e o Senado, os apoiadores de Flávio Bolsonaro no Brasil pedem intervenção norte-americana e ajuda de Trump, após a derrota do bolsonarismo nas urnas.… pic.twitter.com/k98OWhcmMi— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) November 3, 2026
Brasil 247