Sinais, fortes sinais: Os nomes escalados por Pazolini até agora

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Fonte da notícia: A Gazeta A Gazeta

Não necessariamente quem faz parte de uma equipe de transição entre governos vai comandar uma secretaria após a posse da nova gestão. Mas o simples fato de integrar o time já reforça as especulações.

O perfil dos escolhidos e o do gestor que os escalou também emitem sinais, fortes sinais. Trato aqui dos nomes divulgados até agora pelo governador eleito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para compor a equipe de transição dele.

São pessoas de confiança do republicano, que preparam o terreno para o início da administração. Todos esses foram ou são secretários municipais em Vitória.

Trabalharam diretamente com Pazolini. É bem provável que parte deles “migre” para o Palácio Anchieta.

A principal aposta é Erick Musso. Além de coordenar a equipe de transição, ele é, há tempos, o braço direito de Pazolini.

É o articulador político do ex-prefeito e já foi secretário de Governo na Capital, sob a batuta do correligionário. Erick, muito provavelmente, vai ser o secretário estadual da Casa Civil.

A função da pasta é justamente fazer articulação, por exemplo, com os deputados estaduais. Regis Mattos foi o segundo nome da equipe de transição a ser anunciado.

Ele é o atual secretário municipal de Fazenda de Vitória. Compôs o primeiro escalão na época de Pazolini e segue na gestão de Cris Samorini (PP).

Regis Mattos também comandou a pasta de Economia e Planejamento do Espírito Santo entre 2015 e 2018, no governo Paulo Hartung. Juliana Rohsner, desde 2021, é secretária de Educação de Vitória e também foi escolhida por Pazolini para a transição.

E, por último (até agora), houve o anúncio de Gustavo Perin de Medeiros Teixeira, secretário de Obras de Vitória, também desde 2021. É o mais novo membro da equipe de transição.

Se levar todos esses para o governo estadual, Pazolini vai provocar indiretamente uma reforma administrativa no secretariado de Vitória, o que deverá ser solucionado pela prefeita da Capital, aliada do republicano. A gestão municipal já sofreu alterações devido ao período eleitoral, por exemplo, com a saída de Coronel Ramalho (Republicanos) do comando da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em abril, para disputar o pleito.

Não há nenhuma conversa sobre isso (sobre Ramalho virar secretário). Na minha percepção agora, chance zero.

Isso nem passa pela minha cabeça, tenho que honrar os 60.085 votos que recebi Coronel Ramalho (Republicanos) Deputado federal eleito

Nomes que não estão na equipe de transição, entretanto, também são especulados para integrar a equipe de Pazolini. Um deles é o do policial rodoviário federal Amarilio Luiz Boni, atual secretário de Segurança Urbana de Vitória.

Outra possibilidade forte é vermos num diário oficial do ano que vem a nomeação do advogado Rafael Teixeira de Freitas para um cargo na administração estadual. Ele teve participação ativa na campanha de Pazolini, até o assessorou nos intervalos dos debates realizados pela TV Gazeta, por exemplo.

Freitas foi procurador-geral da Assembleia Legislativa de maio de 2017 até junho de 2022, quando Erick Musso presidia a Casa. Não vai ser surpresa também se Valéria Morgado, subsecretária de Comunicação de Vitória desde janeiro de 2021, assumir a pasta de Comunicação no governo estadual.

Ela atuou na campanha de Pazolini e segue ao lado dele no período pós-eleitoral. Uma questão em aberto é o tamanho que o PL vai ter na administração estadual.

O partido presidido no Espírito Santo pelo senador Magno Malta foi o principal parceiro do ex-prefeito de Vitória nas eleições de 2026. Uma vaga já está garantida para a sigla, a de vice, ocupada pela bispa Eliane Leal, indicada diretamente por Magno para compor a chapa.

Mas o PL pode, além disso, comandar alguma secretaria. Pazolini foi prefeito de Vitória de janeiro de 2021 a abril de 2026.

Inicialmente, fez poucas concessões políticas ao montar o primeiro escalão. Desagradou até o próprio partido, o Republicanos. 

Depois, tornou-se mais maleável. Em abril de 2023, por exemplo, o então prefeito fez nomeações que, direta ou indiretamente, atenderam aos anseios de correligionários.

Em 2025, no antecipado período pré-eleitoral, também atuou mais politicamente, como ao escalar Soraya Manato para a Assistência Social e Ramalho para o Meio Ambiente.

Publicação Original A Gazeta agazeta.com.br
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