Chefes de governo de todo o mundo reagiram à vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, um resultado que pode ter grandes implicações para o comércio global, a segurança e os preços da energia. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, um dos desafetos do presidente americano, Donald Trump, na Europa, celebrou o triunfo dos democratas e comparou o resultado eleitoral à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no Brasil.
"Ontem, o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas. Contra o ódio, contra o sexismo, contra o negacionismo climático e contra o privilégio das elites", disse ele em postagem no X.
"Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos EUA.
E acontecerá em breve na Espanha", acrescentou Sánchez, que está em campanha para tentar a reeleição como premiê. Na Noruega, o primeiro-ministro Jonas Gahr Store afirmou que a derrota dos republicanos é um "forte sinal político" de uma "mudança de rumo entre os eleitores americanos.
“Agora estão surgindo na política americana vozes mais próximas de nós do que as posições defendidas pelo presidente e pelo governo, por exemplo, em relação ao clima e ao meio ambiente, à política externa e à política de ajuda ao desenvolvimento", disse ele. Outro desafeto de Trump, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou a jornalistas que os resultados vão "inaugurar uma nova era nas relações internacionais".
“Vimos que os democratas conquistaram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e o povo americano deu seu recado", disse Ramaphosa, cujo país foi um dos mais atacados por Trump desde o retorno à Casa Branca. O vice-presidente do Parlamento Europeu, Christel Schaldemose, disse que a vitória dos democratas pode "favorecer o apoio à Ucrânia" e "as relações com o restante do mundo", em meio à irritação entre os europeus do alinhamento de Trump ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.
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