Líder no PT no Senado propõe Lei Ana Clara para impedir parlamentar de advogar em crimes

Líder no PT no Senado propõe Lei Ana Clara para impedir parlamentar de advogar em crimes - Foto
Fonte da notícia: Jovem Pam Jovem Pam

Na reta final da corrida eleitoral, o líder do PT no Senado e um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Camilo Santana (PT-CE), protocolou, nesta quarta-feira (21) um projeto de lei para proibir que integrantes do Legislativo, em diferentes esferas, atuem como advogados em processos judiciais de crimes contra a vida.

O projeto foi batizado pelo senador como “Lei Ana Clara”, em alusão ao caso da criança de 5 anos assassinada a tiros de fuzil. Flávio Bolsonaro tem sido cobrado pela campanha de Lula por ter atuado, em 2024, na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a criança.

O tema foi trazido pelo presidente Lula no último debate presidencial no domingo, quando o petista questionou Flávio sobre o tema. Desde então, pesquisas sobre o caso lideraram buscas e interações nas redes. A campanha petista tem apostado em desconstruir a imagem do adversário. Nesta quarta-feira, pesquisa Quaest mostrou que a rejeição do candidato do PL está em 52% enquanto a de Lula caiu seis pontos, chegando a 47%.

A proposta de Camilo Santana proíbe deputados federais, distritais e estaduais, senadores e vereadores a exercerem a advocacia em processos e procedimentos criminais em casos de crime contra a vida, seja a tentativa ou casos concluídos. Isso vale tanto para o acusado como para a acusação.

Segundo Camilo, a iniciativa busca evitar conflitos de interesse entre a atuação política de um parlamentar e a defesa ou acusação em casos judiciais de alta gravidade de modo a não comprometer as investigações e o julgamento.

“Com isso, busca-se prevenir conflitos entre o patrocínio de interesses particulares, os deveres da representação pública e a independência da investigação e do julgamento desses delitos”, afirma na justificação da proposta protocolada no senado na tarde desta quarta.

Durante a justificativa, o senador Camilo Santana cita o caso Ana Clara e a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. O texto pondera que todo acusado tem direito à defesa, mas afirma que o projeto pretende prevenir “conflitos decorrentes da atuação simultânea como Parlamentar e advogado nessas causas”.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Jovem Pam