Líder da oposição de esquerda e ex-candidata a presidente é presa no Equador

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Fonte da notícia: Valor Valor

A polícia do Equador prendeu nesta quinta-feira a ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González, principal líder da oposição ao presidente do país, Daniel Noboa. González, uma aliada do ex-presidente Rafael Correa, é investigada desde janeiro por supostas irregularidades no financiamento e nos gastos de campanha.

Em uma postagem no X, o Ministério Público do Equador informou quem durante a madrugada, em conjunto com a polícia, cumpriu mandados de prisão contra três pessoas que serão formalmente acusadas nas próximas horas pelo "suposto crime de lavagem de dinheiro". O órgão acrescentou que está apurando supostas "inconsistências nas contribuições e a origem ilícita dos recursos" utilizados na campanha de González, que nega as acusações, classificadas por ela como "perseguição política".

González, advogada de 48 anos e principal aliada de Correa, tentou chegar à Presidência em duas oportunidades, sem sucesso. Tanto em 2023 quanto em 2025, ela avançou ao segundo turno das eleições e foi derrotada por Noboa.

Correa, que presidiu o Equador entre 2007 e 2017, foi o primeiro a comentar a prisão nas redes sociais. "Prenderam Luisa González.

Já chega!", escreveu ele no X. As assessorias de imprensa da polícia de Manabí, província onde a ex-candidata reside, e de seu partido, Revolução Cidadã, confirmaram a prisão à agência Associated Press.

Ambas, porém, se recusaram a fornecer mais detalhes. A investigação sobre financiamento irregular da campanha envolve outras sete pessoas, entre eles Andrés Arauz, que foi candidato a vice-presidente do Equador em 2023.

A legislação penal equatoriana prevê penas de um a 13 anos de prisão para o crime de lavagem de dinheiro. González também foi deputada pelo movimento correísta Revolução Cidadã, partido que presidiu desde o fim de 2023.

Sua mais recente tentativa de disputar um cargo político, o de governadora da província de Manabí nas eleições locais previstas para 29 de novembro, foi frustrada pela suspensão do partido Revolução Cidadã pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE). Depois disso, González tentou concorrer com o apoio do movimento indígena Pachakutik, mas o TCE barrou sua candidatura por ela não cumprir o tempo mínimo de filiação partidária exigido.

Após a apresentação de vários recursos, o tribunal manteve a decisão que a tornou inelegível. Luísa González, ex-candidata à Presidência do Equador, durante campanha eleitoral em 2025

Carlos Noriega/AP

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