O meio-campista argentino Alan Lescano no meio-campo do Vasco transformou a dinâmica competitiva da equipe carioca e assumiu a titularidade em todas as onze partidas em que esteve disponível nesta reta final da temporada de 2026. Eleito o principal destaque na vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR na noite de quarta-feira, 04 de novembro de 2026, na Ligga Arena, em Curitiba, o camisa 10 teve participação determinante para encerrar um incômodo tabu de 19 anos sem triunfos vascaínos contra o adversário em solo paranaense pelo Campeonato Brasileiro.
O resultado positivo pela trigésima quarta rodada levou o clube da Colina aos 41 pontos, abrindo margem segura em relação à zona de rebaixamento. A influência tática do atleta conhecido como Pipa chamou atenção da comissão técnica pela combatividade sem a posse de bola e pela precisão na saída rápida da intermediária.
No lance do primeiro gol cruz-maltino em Curitiba, o armador desarmou o oponente com um carrinho no setor central e iniciou a jogada que culminou no cruzamento do lateral Puma Rodríguez para o cabeceio de Bruno Duarte. Minutos depois, o meia conduziu a bola desde a própria linha de defesa e serviu o ponta Andrés Gómez em profundidade na grande área, criando oportunidades claras de arremate.
O processo de entrosamento no Centro de Treinamento Moacyr Barbosa foi acelerado pela convivência cotidiana com a ala de atletas estrangeiros do plantel. O meio-campista formou uma parceria imediata com os compatriotas Facundo Colidio e Ramón Sosa, recém-chegados ao elenco, facilitando a comunicação nos vestiários e a assimilação dos conceitos operacionais passados no dia a dia.
“Sem dúvida, o Lescano tem sido a influência que esperávamos que ele fosse, está assumindo o nosso jogo com a bola e está tendo capacidade de trabalho. Fez uma exibição soberba, tanto em nível técnico quanto físico, e isso pesa tendo dois, três dias.
Ele quer estar sempre na equipe, quer ajudar. Tem uma mentalidade que eu gosto”, afirmou o técnico português Pedro Emanuel.
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A consolidação do armador entre os titulares coincidiu com a reabilitação do retrospecto do clube longe dos domínios do Estádio de São Januário. Antes da contratação do argentino, a equipe enfrentava enorme dificuldade para pontuar fora do Rio de Janeiro na competição nacional.
A guinada teve início na estreia do camisa 10, quando o elenco quebrou um longo jejum de vitórias diante do Grêmio no Rio Grande do Sul. Em seguida, o jogador balançou as redes no clássico contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, selando uma virada expressiva antes de comandar a imposição sobre os paranaenses no gramado sintético da Baixada.
O atleta apenas ficou de fora do duelo de volta contra o Independiente Santa Fe, válido pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, em virtude do término das datas de inscrição do torneio da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Com a pontuação alcançada no Paraná, o departamento de futebol concentra o foco total na disputa por uma vaga na final da Copa do Brasil.
A equipe de São Januário precisa reverter a desvantagem sofrida no primeiro confronto, quando foi superada pelo adversário paulista por 1 a 0, contando com a presença confirmada do meia argentino na armação das jogadas ofensivas.
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