247 – Um acordo de parceria integrada para o Laboratório Conjunto China-Portugal de Ciências da Conservação do Patrimônio Cultural foi assinado durante uma reunião trilateral realizada em Suzhou, na província chinesa de Jiangsu. A iniciativa reúne a Universidade de Soochow, a Universidade da Cidade de Macau e a Universidade de Évora, consolidando os esforços conjuntos na proteção de bens culturais, segundo informações do Diário do Povo.
A assinatura do documento marca uma nova fase de colaboração entre as três instituições. A etapa é caracterizada por uma profunda integração de recursos, pela inovação coordenada dos mecanismos de cooperação e por um desenvolvimento fundamentado na complementaridade de vantagens.
O objetivo é injetar um novo impulso na promoção da inovação científica e tecnológica, além de fortalecer a parceria internacional entre a China e Portugal no setor de proteção patrimonial. Aprovado em 2020 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China, o laboratório foi idealizado pela Universidade de Soochow, em parceria com a Universidade da Cidade de Macau e a Universidade de Évora.
Desde então, as instituições desenvolvem pesquisas focadas na proteção científica do patrimônio cultural arquitetônico, na aplicação de tecnologias digitais e na formação de profissionais com visão internacional. Entre as realizações de destaque do projeto está a criação do Banco de Dados sobre Patrimônio Mundial do Cinturão e Rota.
A plataforma reúne mais de mil casos abrangendo diversos países e regiões que participam da iniciativa, como China, Portugal, Coreia do Sul e Singapura, explorando novas vias para a utilização de tecnologias digitais na pesquisa, proteção e divulgação do patrimônio. Pelo novo acordo, as partes estabelecerão de forma inovadora um mecanismo de operação colaborativa transnacional, guiado pelo princípio de “uma única designação, operação em três locais e avanço coordenado”.
A estrutura integra os recursos vantajosos da parte continental da China, de Macau e de Portugal para construir um sistema internacional com gestão unificada, inovação colaborativa e compartilhamento de resultados. O laboratório também aprofundará a pesquisa conjunta, a transferência de tecnologias, a formação de jovens talentos e o intercâmbio de pesquisadores.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, esteve presente na reunião e testemunhou a assinatura do acordo. Durante a visita do ministro à China neste mês, os dois países definiram cinco domínios prioritários para o aprofundamento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação: a preservação do patrimônio cultural, a economia azul, a energia, a agricultura e a saúde.
Brasil 247