O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse nesta sexta-feira que a Justiça Eleitoral tem o dever de garantir a vontade do povo brasileiro nas urnas e não “escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas”.
“No dia 4 de outubro deste ano, quando a urna for ligada, registraremos de forma fidedigna e segura as aspirações de um país inteiro. Esse é o sentido maior do nosso trabalho. A Justiça Eleitoral não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia, nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, disse o presidente do TSE durante a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais.
O ato marca a conclusão do desenvolvimento dos programas da urna eletrônica e todos os sistemas eleitorais que serão utilizados no pleito de outubro. A solenidade consiste na assinatura digital do arquivo que possui o resumo digital dos sistemas eleitorais, que permitem atestar a autenticidade dos programas desenvolvidos pela Justiça eleitoral. Essas mídias foram lacradas e armazenadas na Sala Cofre da corte eleitoral e não podem mais ser alteradas.
Durante a cerimônia, Nunes Marques destacou a importância do procedimento, dizendo que ele garante que a “tecnologia empregada para a manifestação da vontade popular permaneça transparente, segura e auditável durante todo o processo eleitoral”.
“Hoje, a partir da oposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações no sistema e passa a ser uma nova etapa na qual os mecanismos de segurança asseguram a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas”, completou o ministro.
Ton Molina/Bloomberg
Valor