A Justiça de São Paulo vai decidir se o tenente-coronel da reserva Geraldo Neto será levado a júri popular pela morte da companheira e policial militar Gisele Alves Santana. Ele é réu por feminicídio e fraude processual.
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Geraldo foi interrogado nesta segunda-feira (5), em uma audiência que começou pouco depois das 13h e durou mais de oito horas, no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a TV Globo, o policial negou as acusações e afirmou que a família de Gisele não gostava dele.
Também disse que a companheira era agressiva e falou em um suposto complô para incriminá-lo. A defesa de Gisele afirmou que as declarações não têm sustentação e que Geraldo não apresentou provas.
Segundo os advogados, ele se preocupou apenas em atacar as testemunhas ouvidas no processo. O interrogatório encerrou as audiências de instrução.
Ao todo, 30 pessoas foram ouvidas pela acusação e pela defesa durante essa etapa. Um novo laudo do Instituto de Criminalística, anexado ao processo três dias antes do interrogatório, reforçou que Gisele não cometeu suicídio.
O documento foi produzido para responder a questionamentos apresentados pela defesa de Geraldo e aponta que a morte não poderia ter sido causada por suicídio, considerando a trajetória do disparo e a posição do corpo. Agora, acusação e defesa terão prazo para apresentar as alegações finais por escrito.
Depois, a juíza vai analisar o processo e decidir se Geraldo será submetido ao Tribunal do Júri. Ainda não há prazo para essa decisão.
Geraldo permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.
CBN