Ronaldo Massuia é acusado de matar André Muniz Fritoli após discussão em posto de combustíveis. Primeiro júri foi interrompido.
O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia, acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli, de 32 anos, em um posto de combustíveis de Curitiba, foi remarcado para segunda-feira (9). O primeiro júri, realizado em setembro deste ano, foi interrompido após o réu precisar de atendimento médico.
Na ocasião, a Justiça determinou a dissolução do Conselho de Sentença, o que obrigou a realização de um novo julgamento. Segundo os advogados que atuam como assistentes de acusação, a previsão é de que o novo júri dure pelo menos cinco dias.
Maio de 2022: o crime aconteceu em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, após uma discussão por uma vaga de estacionamento. O acusado: Ronaldo Massuia, então policial federal, apresentava sinais de embriaguez, segundo o boletim de ocorrência, e dirigia um veículo oficial descaracterizado.
Os disparos: o ex-policial teria efetuado pelo menos dez tiros contra pessoas que estavam no estabelecimento. As vítimas: o fotógrafo André Muniz Fritoli, de 32 anos, morreu e outras três pessoas ficaram feridas.
As acusações: Massuia responde por homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio qualificado. A prisão: o acusado permanece preso desde o crime e foi expulso da Polícia Federal.
O primeiro júri começou em 9 de setembro de 2026, mas foi suspenso no dia seguinte, após Massuia precisar de atendimento médico enquanto estava em uma carceragem separada do plenário. A juíza responsável considerou que não havia condições psicológicas para a continuidade da sessão e determinou a dissolução do Conselho de Sentença.
Após o episódio, a magistrada e o promotor que atuavam no julgamento deixaram o processo e foram substituídos. Com a nova data, o caso volta ao Tribunal do Júri de Curitiba nesta segunda-feira (9).
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