Uso prolongado de descongestionante nasal pode causar efeito rebote

Uso prolongado de descongestionante nasal pode causar efeito rebote - Foto
Fonte da notícia: Poder 360 Poder 360

Com a chegada da primavera, pessoas com rinite, sinusite e outras doenças respiratórias podem apresentar intensificação dos sintomas. A maior concentração de pólen no ar e o tempo seco contribuem para o aumento da obstrução e da irritação nasal.

Nesse cenário, é comum recorrer a soluções rápidas, como os descongestionantes nasais. No entanto, o uso prolongado desses medicamentos, sem orientação médica, pode provocar o chamado efeito rebote e agravar a obstrução nasal, segundo especialistas do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), de São Paulo.

De acordo com a otorrinolaringologista do Iamspe Maria Dantas Godoy, os descongestionantes nasais atuam sobre os vasos sanguíneos, reduzem o inchaço da mucosa e facilitam a passagem de ar. Como têm ação rápida, esses medicamentos proporcionam alívio quando utilizados por períodos curtos e conforme orientação médica.

O uso contínuo, porém, pode comprometer o efeito esperado e fazer com que a obstrução retorne, levando à necessidade de aplicações cada vez mais frequentes. “Esse é o chamado efeito rebote: o medicamento provoca a vasoconstrição, diminui o edema e, depois, o inchaço volta.

Assim, o nariz acaba alternando entre períodos de melhora e de obstrução. É o que chamamos, popularmente, de vício”, diz a especialista.

Além dos efeitos locais, as substâncias presentes em alguns descongestionantes podem ser absorvidas pela circulação sanguínea. Nesse caso, a ação vasoconstritora pode atingir outros órgãos, como o coração e os rins, e contribuir para o desenvolvimento de complicações, especialmente em pessoas com condições de saúde preexistentes.

“Portanto, quando usado sob orientação médica, é um grande aliado. Porém, não deve ser utilizado por muito tempo nem de forma indiscriminada”, diz Godoy.

RETIRADA GRADUAL Para quem já apresenta efeito rebote, a retirada do descongestionante deve ser gradual e acompanhada por um profissional de saúde.

Uma das estratégias utilizadas consiste na diluição progressiva do medicamento com soro fisiológico. Nesse método, quando o conteúdo do frasco chega à metade, o restante é completado com soro.

Quando a mistura atinge novamente a metade, o procedimento é repetido, sucessivamente, até a retirada do medicamento. LAVAGEM NASAL ALIVIA SINTOMAS

A lavagem nasal com soro fisiológico é uma alternativa para aliviar sintomas como obstrução e irritação. Segundo Godoy, a escolha do dispositivo utilizado no procedimento também é importante para a realização adequada da limpeza.

“É fundamental escolher a ferramenta mais adequada para realizar essa lavagem. Ela pode ser feita com seringa, garrafinha, aparelhos de jato contínuo ou outros métodos.

Durante a consulta, o médico consegue orientar qual é a melhor opção para cada caso”, diz a otorrinolaringologista. Este texto foi publicado originalmente pela Agência São Paulo, em 1º de novembro de 2026.

O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

Publicação Original Poder 360 poder360.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →