Itaipu tenta recuperar US$ 182 milhões retidos no Ueno Bank

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Administração do lado paraguaio acionou o Ministério Público após liquidação do Ueno Bank; margem brasileira diz não ter recursos na instituição A administração paraguaia da Itaipu Binacional acionou o Ministério Público do país para tentar recuperar cerca de US$ 182 milhões depositados no Ueno Bank, instituição submetida a um processo de liquidação por problemas de solvência.

Em comunicado divulgado neste sábado, 7, Itaipu detalhou que mantinha, em 3 de novembro, US$ 163,8 milhões em depósitos na moeda americana e outros 115,2 bilhões de guaranis, equivalentes a aproximadamente US$ 18 milhões. A administração paraguaia afirmou que os recursos estavam aplicados em instituições autorizadas, com classificação de risco AAApy ou Aapy, ou equivalente. 

Também declarou que a gestão das disponibilidades da empresa rendeu mais de US$ 450 milhões entre 2024 e 2026. Esse montante, porém, corresponde ao conjunto das aplicações no período, não apenas ao Ueno.

Na sexta-feira, a administração brasileira da binacional afirmou que não mantém recursos sob sua gestão no Ueno Bank.  Segundo a nota, a operação da usina continua normalmente, sem impacto na produção ou no fornecimento de energia.

As duas margens de Itaipu têm gestões financeiras separadas.  A crise também atingiu o fundo de pensões da margem paraguaia de Itaipu, a Cajubi. 

Segundo o jornal ABC Color, a entidade informou ter cerca de 100,7 bilhões de guaranis (aproximadamente R$ 89,9 milhões) investidos no Ueno Bank. O valor representa 2,8% dos ativos do fundo.

O montante supera em 59,4 bilhões de guaranis o saldo informado no balanço de dezembro de 2025.  Na ocasião, a Cajubi registrava 41,3 bilhões de guaranis aplicados no banco.

A entidade não detalhou quando realizou os investimentos mais recentes nem em quais modalidades o dinheiro está aplicado. A liquidação do Ueno ocorreu depois que o Banco Central identificou uma queda acentuada nos índices de solvência da instituição, que teria emprestado mais dinheiro do que mantinha em reservas.

O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes, aproximadamente metade da população paraguaia. O caso também provocou uma crise política.

O então presidente Santiago Peña foi destituído pelo Senado na sexta-feira, 6, e teve a prisão decretada no contexto das investigações sobre o escândalo. Ele havia sido acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025.

O Ministério Público investiga 27 pessoas por suspeita de fraude e estelionato. Oito tiveram a prisão determinada.

Apesar da liquidação, o Banco Central sustenta que o problema está restrito ao Ueno e não representa risco para o sistema financeiro do país.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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