O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, anunciou nesta quinta-feira que a embaixada da Colômbia em Israel será transferida para Jerusalém em 14 de outubro. A mudança coloca o país no grupo restrito de nações que possuem embaixadas na cidade, enquanto a maioria continua instalada em Tel Aviv. Três anos depois: Atentado terrorista de 7 de Outubro ecoa entre israelenses e vira tema central nas eleições Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp O anuncio foi feito por Saar em uma coletiva de imprensa. Na ocasião, ele também afirmou que a embaixada da República Democrática do Congo será transferida para a cidade "muito em breve".
Segundo um funcionário do departamento de imprensa da Chancelaria colombiana ouvido pela AFP, o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, irá para Jerusalém neste domingo para participar da cerimônia de inauguração nos dias seguintes. Antes e depois: Novas imagens de satélite expõem a destruição de três anos de guerra em Gaza Atualmente, quase todos os países que mantêm relações diplomáticas com Israel têm suas embaixadas em Tel Aviv. Com a decisão, a Colômbia passa a integrar o grupo de países que estabelecem suas embaixadas em Jerusalém, são eles: Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Fiji, Nauru e Somalilândia, cuja independência foi reconhecida apenas por Israel. O status de Jerusalém é um dos temas mais delicados do conflito entre palestinos e israelenses. Enquanto Israel considera a cidade sua capital que não pode ser dividida, os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado palestino. Em 1967, Israel, que já controlava a Jerusalém Ocidental, ocupou a Jerusalém Oriental na guerra de 1967, quando ocupou a Cisjordânia e, posteriormente, declarou a cidade como sua capital permanente. O país afirma que Jerusalém não pode ser dividida. A medida não é reconhecida pela ONU.
O Globo