Veículos de imprensa do Irã afirmam que sete petroleiros foram incendiados, atingidos por ataques ou danificados em Ormuz na madrugada desta quinta-feira (22) - o que, se confirmado, seria o maior número de embarcações atingidas em um único dia desde o início da guerra contra os EUA em fevereiro. A escalada no Oriente Médio ocorre em paralelo a nova troca de ataques entre Rússia e Ucrânia no Leste Europeu, que atingiu infraestruturas de energia em zonas industriais, segundo a Reuters.
A TV estatal do Irã informou que sete petroleiros foram incendiados, atingidos por ataques ou danificados após baterem em minas navais no Estreito de Ormuz durante a madrugada de quinta-feira (22). A informação foi atribuída a um comunicado da força naval da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, em inglês).
Quatro dos navios teriam sido alvo enquanto transferiam petróleo de um para o outro, e pegaram fogo. Outros três teriam ficado danificados e imobilizados ao atingirem minas. O relato não trouxe detalhes sobre vítimas nem sobre as bandeiras dos petroleiros.
Ainda, a IRGC alertou que pode mirar bases dos Estados Unidos na região caso Washington tente permitir que petroleiros transitem por outras partes do estreito.
Em outra frente no Oriente Médio, o Ministério da Defesa do Iêmen declarou nesta quinta que manifestações e programas de mobilização dos houthis passarão a ser considerados alvos militares legítimos e advertiu moradores em áreas controladas pelo grupo - apoiado pelo Irã - a não participarem. A declaração, publicada em redes sociais, é uma escalada relevante por envolver também civis que vivem sob controle houthi.
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Comícios e o que os houthis chamam de "cursos culturais" são ferramentas centrais de mobilização de apoiadores e combatentes. A nota do Ministério da Defesa iemenita alegou que esses eventos seriam usados para recrutar crianças para combate. Contudo, ataques deliberados contra civis podem configurar crime de guerra.
No Leste Europeu, uma testemunha afirmou à Reuters que mísseis alvejaram Kiev no início da madrugada, enquanto a Ucrânia disparava centenas de drones contra Moscou, apesar das tentativas dos EUA de dar fim à guerra.
Segundo a agência, os ataques russos feriram 15 pessoas e danificaram infraestrutura de metrô na capital ucraniana durante a madrugada, horas depois de um outro ataque na cidade ferir seis pessoas. Em Kharkiv, a ofensiva de Moscou matou uma pessoa e feriu outras quatro, enquanto na região de Kremenchuk, em Poltava, um drone russo atingiu infraestrutura de energia. Próxima ao rio Dnipro, Kremenchuk é uma grande zona industrial e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia.
Na Rússia, conforme a Reuters, duas pessoas foram feridas em Moscou. Em Lipetsk, casa da maior fábrica siderúrgica russa, um homem foi ferido após drones atingirem um complexo de apartamentos e unidade de saúde.
Folha de Pernambuco