O iOS 27, nova geração do sistema operacional do iPhone, já tem data para poder ser baixado: 14 de setembro. A Apple confirmou a data oficial de estreia do sistema nesta quarta (9) ao apresentar o novo iPhone 18 Pro. Neste ano, ele traz uma versão repaginada da Siri, batizada de Siri AI, novas ferramentas de inteligência artificial para o Apple Intelligence, além de recursos de controle parental.
Neste ano, modelos a partir do iPhone 11, de 2019, terão acesso ao novo iOS — nenhum aparelho foi excluído em relação ao ano passado —, mas nem todos terão acesso às mesmas ferramentas. Os únicos modelos a terem acesso completo à atualização são os modelos Pro da linha iPhone 17, além do iPhone Air. Isso significa ter a uma versão mais fluída da Siri AI e capacidade de rodar modelos de IA no próprio aparelhos.
Dos modelos padrão do iPhone 17 até a linha iPhone 15 Pro, a disponibilidade de recursos é quase completa, incluindo a Siri AI e ferramentas do Apple Intelligence. Dos modelos padrão do iPhone 15 até o iPhone 11, há melhorias na estabilidade e velocidade do sistemas, mas não acesso às ferramentas de IA.
Veja abaixo a lista de aparelhos compatíveis com o iOS 27 iPhone 11 (sem recursos de IA);
iPhone 12 (sem recursos de IA);
iPhone 13 (sem recursos de IA);
iPhone 14 (sem recursos de IA);
iPhone 15 (sem recursos de IA);
iPhone 15 Plus (sem recursos de IA);
iPhone SE 2ª geração (sem recursos de IA);
iPhone SE 3ª geração (sem recursos de IA);
iPhone 15 Pro (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 15 Pro Max (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 16 (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 16 Plus (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 16 Pro (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 16 Pro Max (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 16e (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 17 (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 17e (Siri AI e Apple Intelligence);
iPhone 17 Pro (Siri AI completa e modelos no dispositivo);
iPhone 17 Pro Max (Siri AI completa e modelos no dispositivo);
iPhone Air (Siri AI completa e modelos no dispositivo). Conheça a nova Siri AI Conheça os recursos do iOS 27 A Siri, que será turbinada com novos modelos de IA, foi rebatizada para Siri AI, e também ganhou um aplicativo dedicado (não sendo mais acionada apenas por voz, ou pela base da tela). A nova capacidade da assistente é resultado de um contrato de US$ 1 bilhão por ano com o Google para integrar o Gemini ao ecossistema de IA do iPhone.
A Siri agora é capaz de dar respostas mais longas, como se fosse um chatbot de IA, indo além de respostas curtas e simples que ficaram associadas com a versão anterior — a assistente se saiu bem nos testes do GLOBO.
Ela consegue buscar e conectar informações de diferentes fontes, como conversas no smartphone e buscas na web. A Siri opera da mesma forma tanto no Mac quanto no iPhone — no smartphone, a assistente passa a aproveitar mais a Ilha Dinâmica, o recurso apresentado no iPhone 14 que reserva um espaço esperto no topo da tela, mas que foi pouco explorado nos últimos anos. A Siri AI também foi acrescentada aos sistemas de assistência de escrita, uma tentativa de atualizar os primeiros recursos do tipo apresentados com Apple Intelligence, que eram simples demais. O novo app da Siri estará disponível apenas em inglês no lançamento e será lançado em outros idiomas posteriormente. Entre as coisas que a nova Siri faça estão: pesquisar informações na web, gerar imagens, gerar conteúdo, resumir informações, analisar arquivos enviados, usar dados pessoais para concluir tarefas, importar informações de e-mails, mensagens, arquivos e outros conteúdos, analisar janelas abertas e o conteúdo exibido na tela para executar ações, controlar recursos e configurações do dispositivo e pesquisar conteúdo armazenado no dispositivo, substituindo o Spotlight. Todos os recursos do Apple Intelligence estarão disponíveis em português, mas algumas das funcionalidades terão limite de uso e podem exigir assinatura do iCloud para acesso ampliado, refletindo os custos da nova era da IA.
Mais recursos de IA A companhia também integrou modelos de IA a diferentes apps, como o Safari. Uma delas é a criação de extensões para o navegador com voz natural, uma sinalização da Apple à era do "vibe coding". Nas mensagens, a IA observará as mensagens para fazer sugestões e tomar ações, como acrescentar automaticamente na agenda algo que o usuário combinou nas mensagens. O navegador também permitirá que você peça, usando linguagem natural, para monitorar uma página específica da web (como a volta de um produto ao estoque ou a abertura de inscrições). Assim que a mudança é detectada, o Safari envia uma notificação, permitindo que você feche a aba sem medo de perder a atualização. O recurso poderia levar outro nome famoso atual na indústria: agente de IA — o Google demonstrou algo semelhante em maio para sua ferramenta de busca. O Image Playground, que permitia a crianção de imagens, foi atualizado com novos modelos. Desde o seu lançamento, a Apple nunca conseguiu empolgar com o recurso, que criava imagens genéricas demais. A companhia, no entanto, alerta que alguns dos novos recursos de geração de imagens têm limites de uso diário por depender de modelos com alto consumo de poder computacional. O acesso aumentado a essa funcionalidade está disponível por meio da maioria dos planos de assinatura do iCloud+, e reflete uma preocupação crescente da indústria de cobrar pelo custo computacional de modelos avançados. IA para fotos Já o app de fotos ganhou três atualizações. A configuração que removia objetos e também não funciona bem foi melhorada, para recursos mais sofisticados. A segunda atualização é a ferramenta de extensão, que permite expandir as imagens para dar mais "espaço de respiro" aos objetos ou para endireitar horizontes tortos sem a necessidade de cortar partes importantes da foto. O terceiro se chama Spatial Reframing, que permite o ajuste da perspectiva e do enquadramento após a foto ter sido tirada. Outros recursos O visual Liquid Glass terá nova configuração para personalizar o nível de transparência, já que a mudança apresentada no ano passado gerou reclamações diversas entre usuários. Os ícones ganharam uma pequena atualização para ficarem ainda mais próximos à ideia de "vidro". A Apple também fez ajustes para deixar o sistema mais responsivo e, com isso, os apps passaram a abrir até 30% mais rápido, o acesso às fotos ficou 70% mais ágil e o AirDrop teve ganho de velocidade de até 80%. Além das mudanças nos apps, a empresa promete uma navegação geral melhorada, com maior velocidade até mesmo na alternância entre redes Wi-Fi. Foram essas atualizações que permitiram o iPhone 11 chegar tão longe na lista de atualizações do aparelho — o modelo é o mais longevo da história da companhia.
Controle para os pais, incluindo 'botão do castigo' A Apple também incluiu uma série de recursos para os pais controlarem melhor a presença digital dos filhos, em uma resposta à onda global de autoridades, reguladores e especialistas para o aumento da segurança digital de menores.
O ponto de partida é a Conta para Criança, que agora pode ser criada do zero ou convertida de uma conta existente, ativando automaticamente salvaguardas como o bloqueio de sites adultos e restrições de idade na App Store. Um desses recursos é o 'botão do castigo', que permite aos pais bloquearem imediatamente todos os apps nos dispositivos dos filhos. No pacote, há também um menu de controle parental, que ajuda pais decidirem quais apps serão instalados nos eletrônicos de crianças. Além de apps, a companhia mostrou o "Ask to browse", que exigirá a permissão dos pais para que menores acessem websites específicos. Um outro recurso, aumenta também o controle de comunicações por terceiros. Além de detectar nudez, o sistema agora intervém antes que crianças vejam conteúdos de violência ou "gore" em imagens e vídeos compartilhados, inclusive em chamadas de FaceTime ao vivo.
O Globo