Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Justiça divulgou, nesta quarta-feira (9), uma nota em que reafirma que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) deverão prosseguir com absoluta independência e rigor técnico, "alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções". Segundo a Pasta, a preservação da autonomia investigativa da Polícia Federal constitui garantia indispensável ao Estado Democrático de Direito.
"Nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso", complementa a nota. De acordo com a Pasta, cabe à PF investigar, "com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam devidamente apuradas".
Na escalada de crise do STF, o ministério renovou "a mais absoluta confiança" nas instituições que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país.
"A Polícia Federal continuará contando com o elevado prestígio e a credibilidade conquistados perante a sociedade brasileira, bem como cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso, por meio do trabalho de todos os seus integrantes, da direção superior aos servidores mais recentemente incorporados aos seus quadros", comentou.
A nota do ministério foi divulgada após o presidente do STF, Edson Fachin, suspender a decisão do ministro André Mendonça que afastava o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Fachin analisou uma solicitação feita na terça-feira (8) pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Na mesma decisão, Fachin suspende a decisão de Flávio Dino, dada nesta quarta, que determinava a reintegração de Rodrigues. Fachin argumentou que o tema já “está sendo regular e devidamente enfrentado” pela presidência do Supremo.
O ministro viu um conflito entre as ordens dos dois colegas e afirmou que o momento exige a derrubada de ambas as decisões.
Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, em Brasília Valter Campanato/Agência Brasil
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