O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, enviou nesta quarta-feira (9) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma retificação de sua declaração de bens, para incluir empresas que tinham sido omitidas.
No fim de semana, após o jornal Folha de S.Paulo revelar que o presidenciável tinha deixado de informar empresas suas nos Estados Unidos e no Brasil, a campanha admitiu "inconsistências pontuais" e afirmou que as participações "são inexpressivas em relação ao patrimônio do candidato e correspondem a empresas inativas ou sem rendimentos". Leia mais Cury tinha declarado inicialmente um patrimônio de R$ 242,2 milhões. Ao complementar a declaração de bens, os advogados acrescentaram um valor de R$ 311.849,91, fazendo o patrimônio total saltar para R$ 242,5 milhões — o que o coloca como o candidato ao Palácio do Planalto com maior volume de bens nesta eleição Foram adicionados como bens: 50% das cotas de participação societária na empresa Free Mind Publish KKC, situada nos EUA, com valor de R$ 268.524,91; 5% de participação societária na empresa Cury Academia Comportamental LLC, também localizada nos EUA (R$ 37.710,40); 100% de participação na empresa Contemplare Investments LLC (R$ 5.114,60); e Contemplare Inteligência Imobiliária Ltda. (R$ 500,00).
Cury fez o complemento "espontaneamente, de forma tempestiva e de boa-fé", segundo afirmaram os advogados no documento. Eles pediram ao TSE que fosse feita a atualização "sem qualquer prejuízo para o devido processamento e deferimento do registro de candidatura". Não houve ainda um parecer da Justiça Eleitoral.
Questionado nesta terça-feira (9), durante agenda de campanha em São Paulo, o presidenciável disse que sua campanha já tinha providenciado a retificação e que as empresas ausentes da lista não correspondem "a nem 0,5%" de todos os seus bens.
"São várias empresas, que estavam em outros contadores e acabaram passando ali despercebidas e agora foram acrescentadas", afirmou o escritor, médico psiquiatra e palestrante, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Valor