Igreja Católica do Panamá admite casos de abuso sexual contra menores e vulneráveis

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Igreja Católica panamenha enfrenta dezenas de casos de abuso sexual contra menores e outras pessoas vulneráveis, segundo uma investigação acadêmica apresentada e validada pela instituição religiosa nesta terça-feira. Uma avalanche de crimes sexuais abala há vários anos a Igreja em todo o mundo, com denúncias de suposta proteção aos agressores e omissões por parte de integrantes da hierarquia religiosa. Leia também: Influenciador é preso em SC sob suspeita de pedir vídeos sexuais de crianças em troca de moedas em jogos e de coagi-las Estados Unidos: Influenciadora é morta pelo marido semanas após acusá-lo de pedofilia Segundo um relatório elaborado por duas universidades católicas a pedido da Igreja panamenha, foram registradas 37 denúncias contra religiosos por abuso sexual entre 2001 e 2025. O objetivo era saber como a Igreja lidou com "toda esta realidade do abuso sexual contra menores", afirmou o arcebispo da Cidade do Panamá, José Domingo Ulloa, durante a apresentação do documento. A Arquidiocese do Panamá, que engloba a região metropolitana, concentra o maior número de denúncias, com 24 casos, nove deles por abuso sexual de menores. Segundo Ulloa, cinco religiosos foram condenados pela Justiça e expulsos da Igreja devido às acusações. O arcebispo pediu perdão pelos crimes, algo que já havia feito em 2023, embora de maneira geral. O relatório afirma que "não foram encontrados indícios de uma política deliberada de acobertamento" das agressões, embora aponte problemas na gestão das denúncias. "Isso não equivale a impunidade, mas a uma impossibilidade de prestar contas", adverte o relatório da Universidade Villanueva, da Espanha, e da Universidade de Notre Dame, dos Estados Unidos. María José Valero, uma das autoras da investigação, afirmou que as denúncias documentadas "não representam necessariamente todos os casos ocorridos".

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