IA dá velocidade, mas fica devendo em conexão com o consumidor

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Embora a inteligência artificial (IA) tenha acelerado processos na área de marketing, transformar o investimento nessa tecnologia em marcas mais fortes, relações mais profundas com os consumidores e aumento de receita ainda é um desafio. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa realizada, em abril deste ano, pela agência Dentsu Creative com 1.950 tomadores de decisão em marketing (CMOs, na sigla em inglês) em 14 países, entre eles o Brasil. Os resultados mostram que, embora os executivos mantenham o otimismo em relação à tecnologia, a vantagem competitiva depende cada vez mais de seu uso estratégico. Para 62% dos entrevistados em todo o mundo, a criatividade assistida por IA ainda não consegue reproduzir o tom de voz, a aparência e a identidade das marcas. Essa percepção é menos intensa na América Latina, onde 47% compartilham dessa opinião, e no Brasil, com 43%. As ressalvas também se estendem à delegação de tarefas de alto impacto à IA agêntica. Globalmente, 63% dos líderes de marketing afirmam não se sentir confortáveis em confiar essas atividades à tecnologia por preocupações com a reputação das marcas. O índice chega a 75% no Japão e cai para 48% no Brasil e 46% na Índia. A privacidade e a segurança também são motivo de preocupação para 65% dos entrevistados no mundo, enquanto 64% dizem que o toque pessoal ainda é importante para delegar tarefas desse tipo à IA. Veja mais informações aqui. Em meio ao avanço da IA, acesso e governança de dados ainda são desafios para o setor financeiro Os executivos citam que não conseguem ver o retorno dos investimentos em IA e dados Unsplash O setor financeiro está entre os que mais avançam na adoção de inteligência artificial (IA), mas ainda enfrenta obstáculos relacionados à preparação e à governança dos dados, segundo o estudo “The Data Readiness Index 2026”, elaborado pela Cloudera em parceria com a Researchscape. O levantamento ouviu mais de 1,2 mil líderes de tecnologia de empresas das Américas, Europa, Oriente Médio e África (EMEA) e Ásia-Pacífico. Entre os entrevistados de serviços financeiros, 61% afirmaram que todos ou quase todos os dados de suas organizações são totalmente governados, ou seja, organizados, seguros e confiáveis e que seguem regras claras de uso, qualidade e acesso dentro da empresa. Mas há dificuldades para localizar e acessar os dados. Além disso, os executivos citam que não conseguem ver o retorno dos investimentos em IA e dados, seja por falta de integração das tecnologias aos fluxos de trabalho, seja pelo desempenho da infraestrutura que atrapalha iniciativas operacionais. Confira aqui. Enxurrada de ações judiciais contra a OpenAI A empresa ficou exposta a indenizações e medidas de autoridades governamentais depois que vieram à tona violações de segurança cibernética envolvendo seus agentes de IA em várias partes do mundo Yuki Iwamura/AP Photo Uma crise jurídica crescente ameaça envolver a OpenAI depois que seus agentes de inteligência artificial invadiram dezenas de empresas e governos em todo o mundo, com a perspectiva de uma enxurrada de processos judiciais representando o teste mais recente à liderança de seu CEO, Sam Altman. Funcionários da OpenAI, além de altos executivos das áreas jurídica, tecnológica e de políticas públicas, disseram ao Financial Times que a empresa ficou exposta a indenizações e medidas de autoridades governamentais depois que vieram à tona violações de segurança cibernética envolvendo seus agentes de IA em várias partes do mundo. Na última semana, novas ações judiciais e investigações regulatórias foram abertas quase diariamente contra a OpenAI, da Califórnia à Austrália, e outras devem surgir à medida que detalhes de outros incidentes vierem à tona. Confira mais aqui. Itaú contrata psicólogos para treinar assistente virtual e tirar vítimas de golpe do ‘transe’ São quase 40 tipos de alertas diferentes, customizados de acordo com as características que o sistema consegue identificar sobre o tipo de golpe Pixabay O Itaú tem usado a IA para ajudar a combater esquemas de “engenharia social”, quando o fraudador ilude o usuário, como os golpes da falsa venda, falsa central de atendimento e falso advogado. A tecnologia já permite identificar um elevado porcentual dos casos quando o usuário está em uma ligação telefônica e abre o aplicativo do banco. Nesses casos, um alerta aparece na tela, avisando para a possibilidade de golpe. São quase 40 tipos de alertas diferentes, customizados de acordo com as características que o sistema consegue identificar sobre o tipo de golpe. “Esses alertas são sobre contexto, mas com IA já estamos conseguindo combinar contexto e perfil do usuário. Então, por exemplo: ‘é alguém jovem e acho que é um golpe do falso advogado e a conversa tem de ser direta e reta’, ou ‘é um idoso, golpe da falsa central, então a conversa vai ser longa’”, afirma Felipe Tambelini, diretor de prevenção a fraudes do banco. Entenda aqui. É o fim do 'dinheiro fácil' com estratégia de investimentos em IA, diz BofA A combinação de gastos elevados relacionados à IA e a redução dos gastos discricionários — estes últimos impulsionados pela perda de empregos de profissionais de escritório — já está precificada nas posições de investimento Michael Nagle/Bloomberg Investidores provavelmente terão cada vez mais dificuldade em ganhar "dinheiro fácil" apostando em retornos expressivos decorrentes de investimentos de capital (capex) ligados à inteligência artificial (IA) em comparação com gastos impulsionados pelo consumidor, segundo estrategistas do Bank of America (BofA). A combinação de gastos elevados relacionados à IA e a redução dos gastos discricionários — estes últimos impulsionados pela perda de empregos de profissionais de escritório — já está precificada nas posições de investimento, escreveram estrategistas do banco. Confira mais aqui. Ainda nessa seara, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou para os riscos que o avanço da IA pode representar para a estabilidade financeira, destacando o potencial de a tecnologia amplificar choques nos mercados, aumentar vulnerabilidades cibernéticas e criar novos riscos sistêmicos. Lagarde destacou três áreas de risco, começando pela possibilidade de agentes de IA tomarem decisões de negociação não previstas pelos humanos. Ela destacou ainda o risco de ataques cibernéticos a tecnologias compartilhadas afetarem várias instituições simultaneamente, além do impacto das tensões geopolíticas, que podem aumentar ataques cibernéticos e restringir o acesso a modelos avançados de IA. Confira mais aqui. Trump nomeia chefe de inteligência como ‘czar’ da IA ​​para liderar força-tarefa Trump, que tem defendido a mudança do nome de inteligência artificial para “superinteligência”, disse que Clayton lideraria a recém-criada Força de Superinteligência AP/Seth Wenig O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que nomeou o Diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, como o “czar” da IA ​​da administração, encarregando-o de coordenar os esforços do governo federal para manter a liderança dos EUA nessa tecnologia. Trump, que tem defendido a mudança do nome de inteligência artificial para “superinteligência”, disse que Clayton lideraria a recém-criada Força de Superinteligência (SIF, na sigla em inglês), supervisionando a interação do governo com consumidores, grupos religiosos, empresas de IA e outras partes interessadas. Conheça quem é o 'czar'.

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