Mais leitos para pacientes que passam por cirurgias, maior capacidade para exames de imagem e mudanças na estrutura física estão entre as novidades do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB). Na semana passada, a unidade inaugurou 17 leitos de recuperação semi-intensiva e recebeu a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou as entregas.
O HGB também passou a contar com um segundo tomógrafo e uma nova sala de hemodinâmica, enquanto prepara a implantação de um sistema informatizado e novos investimentos em infraestrutura. De identidade trocada a segredo de 15 anos: Livro revela histórias curiosas de mulheres da Mangueira
Confundido com traficante: Motoboy colombiano escapa após passar três dias em cativeiro na Zona Norte Com a ampliação, o hospital chega a 451 leitos: 50 de emergência, 373 de enfermaria, 11 de recuperação pós-operatória e 17 de Sala de Recuperação Semi-Intensiva (SRI).
Antes do plano de reestruturação, eram 210 leitos operacionais. Adquirido por R$ 2 milhões, o segundo tomógrafo atende pacientes com até 300 quilos e deve permitir a realização de cerca de mil exames adicionais por mês.
A unidade também inaugurou uma nova sala de hemodinâmica, equipada com aparelho de imagem que orienta procedimentos nos vasos sanguíneos e com capacidade estimada de 90 atendimentos mensais. Entre os próximos passos estão a compra de um aparelho de ressonância magnética e a modernização de equipamentos e instrumentos.
Padilha (à esquerda) observa o novo tomógrafo do Hospital Geral de Bonsucesso ao lado de João Goulart (diretor do hospital), Rodrigo Prado (secretário municipal de Saúde) e Ana Luiza Caldas (secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde) Divulgação/Rafael Nascimento/Ministério da Saúde
— O novo tomógrafo representa um avanço para o hospital, porque amplia nossa capacidade de exames. Também estamos trabalhando na modernização dos equipamentos e na implantação do sistema informatizado — afirma o médico João Goulart, gerente-geral do HGB.
A reestruturação se reflete ainda no volume de procedimentos. Entre janeiro e setembro de 2026, o hospital realizou 9.800 cirurgias, superando as 8.500 de todo o ano anterior.
Os maiores aumentos foram registrados nas áreas de cirurgia vascular (146,3%), oftalmologia (97,2%), urologia (94,8%), ginecologia (78,7%), cirurgia cardiovascular (37,1%) e cirurgia geral (30,1%). Durante a visita, Padilha destacou os resultados do plano federal de reestruturação dos hospitais do Rio.
Entre outubro de 2024 e setembro de 2026, o volume de cirurgias realizadas no Hospital Geral de Bonsucesso triplicou, segundo o ministro. — A gente comemora, hoje, aumentar em três vezes o volume de cirurgias do Hospital Bonsucesso, de cerca de 500 para mais de 1.600 procedimentos realizados — afirmou.
Além da modernização tecnológica, o hospital prevê construir uma nova cozinha e um refeitório para pacientes, familiares e trabalhadores. O Plano Diretor está em elaboração, enquanto o Plano de Investimento Participativo, construído com a participação dos funcionários, foi concluído e prevê R$ 2,5 milhões em melhorias para a unidade.
Nos dois primeiros anos da gestão do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), iniciada em outubro de 2024, foram destinados R$ 108,1 milhões à reestruturação. Reaberta em fevereiro de 2025, após cinco anos, a emergência 24 horas registrou 41.300 atendimentos entre janeiro e setembro de 2026; ou seja, cerca de 4.600 por mês — 21% acima da média de 2025.
O hospital também trabalha com o Ministério da Saúde em um plano operativo com indicadores acompanhados mensalmente, voltado à ampliação do acesso, à qualificação da assistência e à melhoria da tecnologia e da infraestrutura. *Esta reportagem integra o especial Saúde do GLOBO-Tijuca + Zona Norte
O Globo