A Academia Real Sueca de Ciências anunciou nesta quarta-feira (7) os vencedores do Nobel de Química de 2026: o francês Henri Boris Kagan, de 95 anos, e o japonês Kenso Soai, de 76. Os dois foram reconhecidos por suas contribuições à química assimétrica, área que permite produzir moléculas com estruturas específicas e que tem aplicações importantes, inclusive no desenvolvimento de medicamentos.
O que ganha quem recebe um Prêmio Nobel? Veja o que está incluído na premiação Saiba mais: Nobel de Química de 2026 vai para pesquisadores da França e do Japão por descoberta sobre autocatálise em síntese orgânica
Quem são os vencedores Professor emérito da Universidade Paris-Sud, na França, Kagan é considerado um dos pioneiros da catálise assimétrica.
Formado pela Sorbonne e pela École nationale supérieure de chimie de Paris, ele desenvolveu ligantes utilizados em catalisadores e, em 1986, identificou efeitos não lineares nesse tipo de reação. Seus estudos ajudaram a ampliar a compreensão de como moléculas podem ser produzidas de maneira seletiva.
Kensō Soai é professor da Universidade de Ciências de Tóquio e tem trajetória dedicada à síntese assimétrica, à autocatálise e ao estudo da origem da quiralidade. Doutor pela Universidade de Tóquio, ele ficou conhecido também pela chamada reação de Soai, uma reação química associada à formação de moléculas com uma orientação espacial específica.
O Nobel deste ano também marca o reconhecimento tardio de Kagan. Em 2001, o francês ficou de fora da premiação de Química concedida a Barry Sharpless, Ryōji Noyori e William Knowles por trabalhos relacionados à síntese assimétrica catalítica.
Como o prêmio pode ser dividido entre no máximo três pessoas, Kagan não foi incluído entre os laureados. Os vencedores recebem, além do diploma e da medalha de ouro de 18 quilates, US$ 1,22 milhão (cerca de R$ 6,3 milhões).
O valor foi reajustado em 9% neste ano, segundo a Fundação Nobel. A cerimônia de entrega ocorre em dezembro, em Estocolmo e Oslo.
O Globo